O ventilador do Corinthians

Em passado não tão distante, o médico Jorge Kalil, recente ex-diretor adjunto de futebol do Corinthians, dava indícios do que seria capaz, politicamente, em Parque São Jorge.
Traiu o ex-presidente Dualib – apesar de ocupar, segundo anuência do próprio (em escutas da PF), o posto de ‘laranja’ da neta do mandatário – com Andres Sanches, depois a este com Paulo Garcia.
Ao sentir-se desprestigiado por Garcia, roeu novamente a corda e retornou, com o ‘rabinho entre as pernas’, para Andres, razão pela qual é tratado, até os dias atuais, pela alcunha ‘Totó’ – apelido criado pelo dono da Kalunga.

Em anos de servidão, o máximo que conseguiu foi o posto de adjunto de futebol, em que não tinha poder algum de decisão, mas poderia posar para as fotos nos dias de contratações de jogadores.
Nestas eleições, o médico tem se deslocado por todos os lados, oferecendo-se como candidato a presidente, sem, porém, encantar a ninguém.
Kalil estaria entre os que tentam incitar a discórdia no grupo de situação, objetivando improvável troca de André Negão pelo seu nome.
Ao mesmo tempo, procurou a oposição.
Diante da provável impugnação de Augusto Melo, ofereceu-se como alternativa.
Em recente entrevista, tratou de escancarar o comportamento, dizendo, até o momento, não apoiar nenhum dos candidatos.
Questionado se seria postulante à presidência, respondeu: “Estão ventilando meu nome”.
Não é verdade.
Trata-se de ‘ventilador’ único, em causa própria, espalhando o que não pode entregar (diz possuir mais de uma centena de votos sob controle) para, provavelmente, após o insucesso da campanha, aderir ao lado que chegar ao poder.
