Conselheiros do Corinthians procuram substituto para Augusto Melo

Caiu como uma bomba na campanha de Augusto Melo a análise, tornada pública nas últimas horas, de que o estatuto do Corinthians não permite que associados do clube concorram às eleições menos de oito anos após cumprimento de algumas condenações criminais.
No caso do agente de jogadores, faz apenas seis anos que a Justiça considerou finalizada a reprimenda por sonegação de impostos.
Ainda assim, parcialmente, porque Melo não devolveu aos cofres públicos dinheiro, indevidamente, embolsado dos contribuintes.
O crime cometido por Augusto se enquadra no art. 44, parágrafo 4º, das leis alvinegras, que trata sobre delitos contra a administração e o patrimônio público.
Diante da inelegibilidade, inequívoca, do candidato, alguns opositores que o apoiavam, ainda na manhã de ontem, iniciaram conversas pela substituição.
A candidatura de Augusto Melo é tratada, neste momento, como ‘morta-viva’.
Nomes de caciques do clube tornaram a ser especulados.
Melo, desesperado, porque deve dinheiro e favores a apoiadores, resiste, dizendo-se vítima de ‘golpe’.
A realidade se impôs entre opositores e dissidentes da situação.
Augusto Melo não poderá, ao menos até 2025, concorrer à presidência.
Judicializar a questão tratar-se-ia apenas de manobra para vitimização do cartola, sem resultado prático possível.
O próximo candidato, se houver, deveria ser escolhido pelo potencial de acolher todos os grupos que não desejam a continuidade do atual grupo gestor.
Espera-se, com ficha-limpa, para evitar novos constrangimentos.
Enquanto o circo pega fogo, o situacionista André Negão permanece em silêncio, fazendo campanha, à espera de quem irá enfrentar no dia 25 de novembro.
EM TEMPO: a única maneira da candidatura de Augusto Melo se salvar em Parque São Jorge seria, após protocolada, não ser denunciada à (ou pela) Comissão Eleitoral, o que é pouco provável.
