Cruzeiro, Ronaldo e o prejuízo Vitor Roque

Num período de pouco mais de um ano, a gestão Ronaldo ‘Fenômeno’ retirou do Cruzeiro a possibilidade de realizar a segunda maior venda da história do Brasil.
O clube perdeu Vitor Roque para o Athlético/PR, em abril de 2022, por ínfimos 28 milhões; na última semana, a equipe paranaense repassou o atleta ao Barcelona por números próximos dos R$ 400 milhões.
A diferença é escandalosa.
São inverossímeis as versões de Ronaldo e do agente André Cury sobre o repasse ao Furacão.
O ‘Fenômeno’ alega que Cury não atendeu o telefone para renovação de Vitor Roque; o outro lado diz que o cartola deixou de ligar.
Ambos se conhecem, há décadas, dos bastidores do Barcelona, clube em que o intermediário brasileiro nada de braçada.
Nesse contexto, é bem mais fácil supor outra realidade.
Pelo acerto de Ronaldo com o Cruzeiro, os valores ainda pendentes para implementação da SAF, obrigatoriamente, precisam ser descontados do lucro da operação.
Até o momento a lucratividade inexiste.
A venda de Vitor Roque, ainda que fosse pela metade do preço pago pela Barça, abasteceria o caixa cruzeirense – do clube, sem, porém, deixar dinheiro no da SAF.
Não há como duvidar, também, de possível acordo de comissionamento que poderia estar alinhado entre cartola e empresário.
Se 10% seriam, aproximadamente, respeitáveis R$ 40 milhões.
Nos anos recentes, entre Cury, Ronaldo e Cruzeiro, somente o clube tem levado chapéus históricos nos bastidores do futebol.
