Gabigol protesta certo por gritos tortos

Nos bastidores da última partida do Flamengo, Gabigol aplicou descompostura pública em Marcos Braz, seu diretor de futebol, portanto, superior hierárquico, com direito a palavrões e deslocamentos agressivos contidos por jogadores.
Situação que somente é suportada por cartolas de baixa-extirpe ou que não podem reagir diante do que os próprios jogadores sabem sobre ele.
Apesar da situação incorreta, Gabigol tinha razão na reclamação.
Momentos antes, o atacante havia se machucado num dos buracos do pasto que é o gramado do Maracanã, estádio administrado pelo Flamengo.
Ou seja, por culpa de Braz e de seu presidente, Landim.
Ambos, por razões que parecem embolsáveis, defendem com unhas e dentes a empresa Greenleaf, que ‘cuida’ do gramado do Maracanã.
Ela chegou ao clube através de parceiros de Marcos Braz.
Tamanha ineficiência, testemunhada mesmo à distância – pelos que acompanham o rubronegro pela televisão, somente permaneceria prestigiada num ambiente de incompetência coletiva ou, talvez, espertezas pessoais inconfessáveis.
Gabigol, que deve saber e não pode falar, explodiu; os cartolas, que preferem o caso abafado, relativizaram.
