Se não houver mudanças, Ancelotti será tragado pela incompetência da CBF

É dada como certa a contratação de Carlo Ancelotti como treinador que dirigirá a Seleção Brasileira, no mínimo – espera-se, até a próxima Copa do Mundo.
Se confirmada, porque não imediata, apesar dos valores não terem sido divulgados, o Blog do Paulinho sabe que, em primeiro momento, a CBF acenou com R$ 4 milhões mensais.
Ancelotti queria US$ 1 milhão.
Ednaldo Rodrigues batalhou para conversar com o treinador, que chegou a recusar encontro pessoal, meses atrás.
Não há dúvida de que Ancelotti é do primeiro escalão do futebol mundial.
Trazê-lo, porém, sem que o ambiente do futebol brasileiro sofra mudanças poderá transformar esperança em decepção.
Nossos atletas são mimados, jogam menos do que acreditam jogar e são adeptos a boicotes a quem não lhes oferta facilidades.
O treinador precisará de respaldo para, eventualmente, agir contra os interesses pessoais de Neymar – que é quem comanda os jogadores – ou de intermediários da bola que utilizam o banheiro da presidência com a porta aberta.
Se os esquemas – e não são poucos – seguirem ditando os rumos das convocações, nem mesmo Guardiola, na opinião deste jornalista, mais adequado ao cargo, conseguiria realizar o milagre de superação da notória incompetência da CBF.
