Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A falta de atitude em realizar ações de cuidados, evidencia a sensação de desleixo”

RCMarques: Pensador

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O desleixo do juris171consulto para com o estatuto

A não convocação das assembleias para apreciação das contas desde sua posse ocorrida no dia 08/01/2020, idem com as citações do MPT – Ministério Público do Trabalho, para responder sobre as denúncias derivadas do associado Douglas D´Andrea; seguramente, deverá ter movimentação nos dias uteis da próxima semana iniciando na segunda-feira 12/06 findando na sexta-feira 16/06/2023

Desafiando o ex-presidente

Na última semana, revelamos que o domínio do site do SAFESP permanece, ilegalmente, em nome do ex-presidente Arthur Alves Junior.

Ao saber do ocorrido, Arthur enviou resposta à coluna demonstrando indignação e dizendo que tomaria as medidas judiciais:

“Nesta data (03/junho/2023), tomei conhecimento através do BLOG DO PAULINHO, na Coluna do Fiori, que o site do Sindicato de Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo – SAFESP, que se encontra atualmente fora do ar, e sob sua consulta, está com o domínio em meu nome e que inclusive sofreu alteração no dia 14 de outubro 2022”

“Repudio o ato em sua totalidade e informo que todas as providências jurídicas serão tomadas”

Passados dias, neste exato momento, o site segue em nome de Arthur.

O que parecia desleixo ou esperteza do juris171consulto passou agora a ser desafio.

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9ª Rodada da Série A do Brasileirão 2023 – Sábado 03/06

América-MG 2 x 0 Corinthians

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

VAR

Rafael Traci (SC)

Item Técnico

1º – Anderson Daronco, acertadamente, aceitou pedido do VAR para ver e rever o lance da mão e braço direito aberto do defensor corintiano Caetano, que desviou a trajetória da pelota, ocorrido na poucos antes da linha de fundo, próximo ao poste direito

Penalidade

Batida por Danilo resultando no gol de abertura do placar

2º – No segundo minuto da prorrogação da segunda etapa, Daronco em cima do fato apontou a marca da cal favorável ao Corinthians, sofrida por Pedrinho, praticada pelo oponente Henrique Almeida

Penalidade

Cobrada por Fabio Santos e a redonda pra cima do travessão

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para defensor da equipe mandante

Santos 1 x 1 Internacional

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-MG)

VAR

Rodrigo Nunes de Sa (FIFA-RJ)

Item Técnico

O gol de abertura do placar marcado por Luis Adriano, de pronto árbitro sinalizou impedimento; no entanto e corretamente,

VAR

À distância, informou que Adriano não estava na posição de impedimento, gol legal

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para alvinegros e 04 para colorados

Domingo 04/06

Grêmio 2 x 1 São Paulo

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

VAR

Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)

Item Técnico

No ato do desviou com a mão na da redonda praticado pelo são-paulino Alan Franco, Wilton Pereira Sampaio apontou a marca da cal;

Penalidade

Cobrada por Cristaldo, transformada no gol do empate gremista 1×1

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para gremistas e 01 para são-paulino

Segunda Feira 05/06

Vasco 1 x 4 Flamengo

Árbitro: Braulio da Silva Machado (FIFA-SC)

VAR

Daiane Muniz (FIFA-SP)

Item Técnico

Placar apontava: Vasco 0 x 4 Flamengo, quando da penalidade máxima cometida por Gerson defensor do rubro-negro no oponente Jair;

Penalidade

Cobrada por Jair, redonda no fundo da rede, fechando o placar Vasco 1 x 4 Flamengo.

No todo

Desempenho aceitável dos representantes das leis do jogo.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para vascaínos

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Coluna em Vídeo

A versão em vídeo desta coluna, excepcionalmente, não pode ser gravada, mas retornará, normalmente, na próxima semana

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Segurança Publica

Incentivados pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite oficial da reserva da PMESP, fanático bolsonarista que: em passado não distante afirmou: “é vergonhoso” um policial não ter participação em pelo menos três mortes durante cinco anos.

Estas palavras instigaram e instigam parte dos subordinados a agirem covardemente, como exemplo, segue a matéria do jornalista Leonardo Sakamoto publicada no UOL do dia 08/06/2023

PM tortura negro, esmurra idosa e bombardeia indígenas em cinco dias em SP

Agentes da Polícia Militar de São Paulo foram gravados, em menos de uma semana, socando uma mulher de 70 anos no rosto em Igaratá (SP), jogando bombas e balas de borracha em indígenas que protestavam na rodovia dos Bandeirantes e torturando um homem negro em um pau de arara dentro de um posto de saúde na capital. Lembrança de que não é fácil ser minoria em direitos em São Paulo.

Se por um lado não é correto estender o comportamento criminoso de parte dos agentes de segurança à toda a corporação, por outro essa sequência de aberrações não pode ser encarada como mera coincidência. Grupos que têm seus direitos sistematicamente ignorados foram protagonistas de violência, expondo falhas na formação, na orientação e na fiscalização da polícia.

Tampouco é correto afirmar que a truculência de setores da PM-SP surgiu com a eleição de Tarcísio de Freitas, como apontam alguns. Quem, como eu, cresceu nas franjas da capital sabe bem como funciona o abuso policial. Sem contar que ignorar o passado é um desrespeito à memória dos mortos, como os do massacre de maio de 2006, por exemplo.

É didático para o governo que os três casos descritos acima tenham vindo à tona através de vídeos gravados por celulares, contrapondo-se a uma posição crítica às câmeras nas fardas dos policiais que o então candidato empunhou no início da campanha do ano passado. Imagens são poderosas e graças a elas abusos têm sido denunciados. O apoio da população às câmeras fez com que Tarcísio parasse de defender a revisão da política. Mas vem falhando em garantir o direito da população de gravar a atuação policial.

Para além dos equipamentos nas fardas, cidadãos gravarem e postarem intervenções policiais violentas, identificando placas de viaturas e os rostos dos envolvidos, se tornou um dos principais atos de resistência a uma parte do Estado que enxerga pobre como inimigo. A resistência contra agressões do poder público ganhou outro patamar com o barateamento da tecnologia dos smartphones e com as redes sociais.

E policiais que optam pelo caminho criminoso sabem disso. E tentam intimidar quem registra suas ações.

O autor do vídeo que denunciou a tortura de um homem negro acusado de furtar produtos em um supermercado na Vila Mariana, zona sul da capital, que foi amarrado em um pau de arara em uma Unidade de Pronto Atendimento na madrugada de domingo (4) para segunda, disse que foi intimidado pela PM.

“O policial não gosta e já vem e pergunta o meu nome, pede o meu RG. Ele fica me perguntando se sou formado em segurança pública”, afirma o homem que registrou em entrevista ao jornal O Globo. “Diz que é para eu ir à delegacia como testemunha. ‘Você vai por bem ou por mal’, ele falou.”

Da mesma forma, o policial Kleber Freitas que socou Vilma de Oliveira, de 70 anos, que é deficiente auditiva, que tentava proteger o filho que estava sendo vítima de agressões do policial no último dia 30, tentou tomar o celular que havia gravado o golpe, mas não conseguiu.

No caso do homem negro colocado no pau de arara, a justificativa capenga dada por policiais é que ele reagiu à prisão. Como um grupo de PMs não consegue deter uma pessoa sem apelar à tortura? No episódio do murro na cara de Vilma, o policial reclama que ela o agrediu – uma desculpa frouxa porque trata-se de tapinhas de uma mulher de 70 anos que tentava proteger o filho.

Já no bloqueio da rodovia dos Bandeirantes por membros do povo Guarani e apoiadores que protestavam contra o projeto de lei do Marco Temporal no dia 30, a Tropa de Choque da Polícia Militar lançou bombas de gás, balas de borracha e jatos d’água. Afirma que as negociações não avançaram, o que contrasta com os dias que a polícia levou para retirar golpistas que trancavam estradas de São Paulo entre 31 de outubro de 2 de novembro do ano passado.

Se policiais militares não conseguem operar de forma digna com a população, então estão fazendo hora extra em sua corporação. E se a corporação não mudar seus métodos para garantir que a tortura de negros pobres, o espancamento de mulheres idosas pobres e a agressão contra indígenas pobres não se repitam, é a própria instituição que precisa ser refundada. Pois os três casos não foram os únicos, mas apenas os que ganharam repercussão.

O problema é a sensação de que estamos mais perto de ver um projeto de lei proibindo a gravação de ações policiais por câmeras de cidadãos do que uma desmilitarização e uma alteração profunda na lógica de forças policiais. Por exemplo, a polícia afirma que afastou os envolvidos, mas a idosa que levou o soco também será investigada por desacato e lesão corporal (os tapinhas…).

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Finalizando

“A verdade pode doer, destruir, ou até matar, mas ela sempre será a verdade”

Esdras Souza: Pensador

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*Chega da “desavergonhada corrupção praticada por senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do Judiciário, ministério público; idem funcionários públicos de todas as escalas e nos bastidores do futebol brasileiro”

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Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-10/06/2023

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