As testemunhas do ex-presidente do Corinthians que pode ser condenado à prisão

Em junho, Roberto Andrade, ex-presidente do Corinthians, será julgado, criminalmente, sob acusação de operar dois esquemas de desvios de dinheiro da ‘Nova Veículos’, empresa na qual ingressou como funcionário e, após se firmar como cartola, adquiriu 5% de participação, segundo fonte, à vista, em dinheiro vivo.

Andrade foi expulso do negócio.

Na esfera civil, quando tentou retomar os direitos, foi derrotado.

Seus ex-sócios da concessionária levarão, ao menos, três testemunhas de acusação – que já confirmaram a versão de crime em inquérito policial.

Deverão depor, também, os apontados ‘comparsas’ de Roberto, uma delas, cumprindo pena por estelionato.

O cartola, que até recentemente, apesar de já se saber deste caso, permaneceu diretor de futebol da gestão Duílio ‘do Bingo’, listou duas pessoas para falarem em sua defesa.

Um deles é Marcio Antonio Augustinelli, que, em 2017, foi expulso do Conselho Fiscal do Corinthians após o Blog do Paulinho revelar que o sujeito era funcionário da ‘Nova’, sob as ordens de Roberto.

No clube, seria responsável por analisar as contas de quem poderia, na vida privada, lhe prejudicar.

À polícia, Augustinelli disse que Roberto Andrade era vítima, não parceiro, dos golpistas, porém, laudo pericial encontrou repasses da estelionatária na conta corrente do corinthiano, enquanto o outro acusado chegou a ser contratado para prestar serviços no clube.

A outra testemunha do ex-presidente do Corinthians é Jorge Paulo Do Rosario Kulaif, ricaço de Alphaville, envolvido com empreendimentos imobiliários e cartola do Tênis Clube local.

Provavelmente deverá falar sobre o ‘ilibado’ comportamento pessoal do réu na sociedade.

Seja lá qual for o desfecho deste processo, trata-se de nova mancha no Corinthians, com o nome arrastado, mais uma vez, às páginas policiais.

Todos os presidentes da ‘Renovação e Transparência’ tiveram problemas.

Andres Sanches foi condenado por sonegação fiscal e, há anos, protela pagamento de quase R$ 20 milhões oriundos de condenação da Orion Embalagens, empresa que administrava através de ‘laranjas’; no exercício do cargo no clube, foi indiciado, três vezes, pelo mesmo delito.

Mario Gobbi foi citado na CPI do Detran, do qual foi delegado, numa época em que a corrupção policial no órgão era evidente.

Duílio é multi-condenado a pagar dezenas de milhões de reais em impostos, além de relevante quantia, também milionária, em calotes trabalhistas, estando, há décadas, com bens e contas bloqueados.

Roberto é isso aí que será julgado daqui menos de um mês.

O futuro do Timão?

Por enquanto, apresentam-se como possíveis sucessores o agente de jogadores e mitômano Augusto Melo, condenado a dois anos e dez meses de prisão por sonegação de impostos e réu por crime ambiental – ainda a ser julgado, além de André Negão, ex-bicheiro, indiciado, três vezes, por sonegação fiscal enquanto cartola do Corinthians, ao lado de Andres Sanches, Roberto Andrade e Raul Corrêa da Silva.

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