Perguntas que a CPI da jogatina não pode deixar de fazer a clubes, CBF, sites de apostas e jornalistas

A CPI da jogatina deverá chamar vários presidentes de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, mais de 90% deles patrocinados por sites de apostas.
O objetivo, ao menos até o momento, seria compreender o modelo de negócio.
Para que isso, efetivamente, ocorra, há a necessidade de alguns questionamentos básicos:
- o clube recebe as parcelas no Brasil ou no Exterior?
- em que moeda?
- por transação bancária tradicional, intermediadoras, como a ‘paypal’ ou em criptomoedas, como o Bitcoin?
- esse dinheiro entra no Brasil ou é utilizado em transações no exterior (contratações de atletas, pagamentos de comissão, etc)?
Aos donos das casas de apostas, que também serão chamados, além destas dúvidas, é importante saber como se deu a aproximação com os clubes e se houve a necessidade de pagar algum tipo de ‘pedágio’.
Da CBF, também patrocinada por essa gente, há a necessidade de esclarecer o silêncio após a empresa contratada para monitorar indícios de fraudes por apostas esportivas ter apontado quase duas centenas de casos, sem que nenhuma providência tenha sido tomada.
Fosse decente, a Casa Bandida, diante destes relatos, comunicaria as autoridades e ajudaria a colocar atrás das grades os aliciadores do futebol brasileiro.
Aparentemente por dinheiro, que embolsa da BETANO, preferiu a omissão, somente se pronunciando, timidamente, após o MP-GO, por conta própria, expor as falcatruas.
Comunicadores, alguns apresentados como ‘jornalistas’, também deveriam ser chamados para esclarecimento sobre os recebimentos (local, moeda, etc) pelos ‘merchans’ e se estes estaria condicionados a algum impedimento editorial.
