É improvável que árbitros e cartolas não estejam nos esquemas de apostas

Por enquanto, somente nomes de jogadores de futebol, além de bandidos não ligados ao esporte, surgiram nas investigações do MP-GO como cooptados e cooptadores nos esquemas de compra de resultados em benefício de operadores de sites de apostas.
É improvável que árbitros e cartolas não estejam envolvidos.
Os dirigentes brasileiros, em imensa maioria, são golpistas no DNA e dificilmente perderiam a oportunidade de embolsar um pouco mais.
Sobre os árbitros, o caso Edilson Pereira de Carvalho, em 2005, além de denúncias efetivadas, recentemente, pelo cartola João Telê ao MP-SP – estranhamente arquivadas – citando o nome de um juiz de futebol e de um dirigente do Guarani, indiciam a possibilidade de novas participações.
Seria mais fácil garantir um ‘cartão amarelo’ – uma das modalidades apostadas – com o emissor do cartão ou com quem teria que provocá-lo?
Elementar.
Se as investigações se aprofundarem, muita gente será apanhada.
Raros porém são comportamentos independentes de policiais e promotores como ocorre, neste episódio, em Goiás; a regra é a promiscuidade que incorpora membros do judiciário em conselhos e diretorias de clubes, federações e confederações.
A pressão pelo abafamento de escândalos, por vezes, sobrepõe-se à obrigação de investigar e punir infratores.
É nessa ausência de princípios que os ladrões que embolsam do esporte, e não somente nos escândalos de apostas, se alicerçam para práticas criminosas.
