Filho de presidenciável do Corinthians foi preso, em flagrante, por crime contra a saúde pública

Na madrugada de 20 de junho de 2021, pouco após a 01h da madrugada, André Vinicius, ex-jogador do Corinthians e filho de André Negão, presidenciável do clube, foi preso, em flagrante, burlando restrições da pandemia.
Crime contra a saúde pública; art. 268 C.P.
Vinicius foi levado ao 27º DP.
O ex-atleta promoveu, em meio à pandemia, uma festa clandestina, em que todos os participantes estavam aglomerados, sem a utilização de máscaras, com o agravante de promover a utilização de narguilé coletivo.

Aos menos 100 pessoas estavam no local quando a polícia invadiu.
A maioria conseguiu escapar.
Foram presos, além de André Vinicius, um sócio, alguns funcionários e o meia dúzia de frequentadores.
Todos foram liberados após assinatura de ‘termo circunstanciado’, com obrigatoriedade de comparecimento em juízo.

André, que se apresentou na delegacia como ‘jogador de futebol’, embora não dispute uma partida há alguns anos, e de cor ‘ branca’, mesmo sendo preto, alugou um espaço no ‘Aqua Hostel’, pelo qual pagou R$ 18 mil por apenas uma noite.
Os ingressos eram cobrados a R$ 100 com bebidas à parte.
Cada funcionário, entre os quais um ‘circulado de narguilé’, recebeu R$ 150.

Segundo os policiais, alguns dos detidos se trancaram num dos quartos, que precisou ser arrombado.
Em depoimento, o filho de André Negão confessou o crime:
“Que juntamente com o amigo Jonatan da Silva, organizaram a festa; Que através de um aplicativo na internet alugaram a casa localizada na Rua Prof. Sud Menucci, nº 320, Vila mariana”
“Que pagaram pelo aluguel da casa aproximadamente R$ 18 mil”
“Cada convidado pagava o valor de R$ 100, para ajudar no custo do aluguel”
“Que comparecerem no local mais pessoas do que estavam imaginando, por isso perderam o controle”
“Que acredita que no local tinham aproximadamente 110 pessoas”
“Que tem ciência que não poderia estar organizando a festa depois das 22 horas”
“Que os convidados chegavam de máscara, mas logo tiravam, pois estavam na festa”
“Que os policiais chegaram no local, sendo que diversas pessoas foram embora sem serem identificadas”
“Que sabe que está errado, sendo que está muito arrependido pelo que fez, afinal estão em período de pandemia”
“Que não sabe informar a qualificação das pessoas que foram embora com a chegada da polícia”
“Que se compromete em comparecer em juízo mediante a assinatura do termo de compromisso”


No dia seguinte, em 21 de junho, o Ministério Público de São Paulo propôs a realização de audiência preliminar, em que André Vinicius, para encerrar a questão, poderia aceitar ‘transação penal’, pagando R$ 5 mil a instituição de caridade.

Somente em 29 de novembro de 2021, André Vinicius foi intimado sobre a decisão.

O ex-jogador, porém, seis meses após o recebimento do documento, não respondeu se aceitava a proposta, nem pagou os R$ 5 mil ofertados pelo MP-SP, que, por conta disso, em 24 de maio de 2022, requereu nova intimação para realização de audiência criminal, com data ainda a ser estabelecida:

André, que sequer constituiu defesa no processo, poderá aceitar a transação até o momento da sentença; após imposta a pena, terá que cumpri-la ou recorrer da decisão.
