Ninguém trabalha a base como o Palmeiras

A finalíssima do Paulistinha deixou ainda mais claro que ninguém, no Brasil, trabalha as categorias de base como o Palmeiras.
Diferentemente dos demais clubes, há equilíbrio entre o fornecimento de jogadores ao time profissional com a necessidade de fazer caixa.
Ainda existem problemas, como a infiltração de intermediários nos negócios mais relevantes, porém, não são eles que possuem a palavra final.
O Palmeiras consegue ter 100% dos direitos de alguns jogadores.
Noutros casos, em que não mantém a totalidade, toma o cuidado de preservar, em regra, 80%.
No mundo perfeito, e possível, nem esse percentual cederia – mas há tempo para correções.
Os jogadores da base do Verdão são trabalhados para encorpar a equipe principal e, mesmo os que são negociados no ‘ninho’, tem saído pela totalidade da multa rescisória; em alguns casos, como de Endrick, até por valores maiores.
O reflexo se dá dentro de campo, com equipe coesa e, principalmente, motivada por anos de amadurecimento interno de quem, desde garoto, aprende a conviver como personagem da história palestrina.
Dentro de tantas razões criticáveis aos recentes presidentes do Palmeiras – madame incluída, a gestão da base é digna dos mais rasgados elogios.
