CBF quer ser ‘cartório’ do repasse do dinheiro das apostas aos clubes

De acordo com a legislação vigente, ainda não regulamentada, mas prestes a sê-la a partir de Medida Provisória, 1,63% de toda a movimentação dos sites de apostas esportivas tem que ser repassado aos clubes.
A quantia tende a se bilionária.
Ainda mais porque existem discussões para ampliação deste percentual.
Nenhuma linha coloca Confederação e Federações neste cenário.
Acostumada a espertezas, apesar disso, a CBF tenta se impor como ‘caixa’ de todas as agremiações e faz lobby, em Brasília, para participar da partilha.
E não se contenta com pouca coisa.
Para ser uma espécie de cartório deste dinheiro, a Casa Bandida, para ter o trabalho de empresar a conta bancária e enviar alguns pix, quer abocanhar 20% de todo o montante.
Não há o que, dentro da decência, justifique esta intermediação.
Os clubes tem condições de receberem as quantias diretamente do Governo, sem descontos, a não ser que os cartolas objetivem embolsar parte dos 20% da CBF.
Alguém duvidaria?
No máximo, ainda assim de maneira desnecessária, somente uma Liga – que está em eterna discussão – poderia, comandada pelos clubes, fazer o papel intermediário, talvez para amortização de custos operacionais.
Ainda assim, cobrando muito menos do que o que a CBF quer surrupiar.
