Jornal Português errou com Abel Ferreira, mas o MP-RN deveria investigá-lo

É equivocada a matéria do jornal português ‘A Bola’ afirmando que o treinador do Palmeiras, Abel Ferreira, seria investigado pela prática de seis crimes em meio a uma confusão entre sócios de uma construtora – da qual possui pequeno percentual.

Seriam eles: associação criminosa, falsificação de documentos, fraude à execução, branqueamento de capitais, ocultação de patrimônio e fraude fiscal.

O acusador não apresentou nos autos sequer uma prova que sustentasse a narrativa.

Este foi o entendimento de 1ª e 2ªs instâncias da Justiça do Rio Grande do Norte.

Não existe, portanto, nenhuma ação criminal em andamento, conforme noticiado pela mídia portuguesa.

Abel nega as ilegalidades.

Apesar destes equívocos, chama a atenção a irrelevância no mercado da Edibrasil Construções Ltda, fundada em 2004 (‘A Bola’ falou em 2012, mas não percebeu tratar-se de filial), que precisa, ao menos no papel, sustentar oito sócios, cinco deles residentes no exterior.

Abel Ferreira se interessou no mercado de construções do Rio Grande do Norte no período em que pendurou as chuteiras e passou a treinar a equipe B do Sporting, reconhecidamente de bastidores complicados, principalmente no trânsito intenso de intermediários e jogadores de vitrine.

Entre 2011 e 2012.

À época, morando em Portugal, é muito provável que os Euros de lá seriam enviados para a contabilidade de cá.

Além das três filiais da Edibrasil, o treinador do Palmeiras, em 2020, constituiu a AF Assessoria e Gerenciamento Desportivo Ltda, em que a Atividade Econômica principal é ‘agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas’.

Se quisesse, estaria habilitado para intermediar jogadores.

Por se tratar de pessoa pública, é razoável que se especule sobre as movimentações empresariais de Abel no Brasil iniciadas exatamente no período em que se tornou treinador em Portugal.

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