Chapecoense é a vilã da história

Para economizar dinheiro que, invariavelmente, acaba frequentando o bolso da cartolagem, anos atrás, a Chapecoense socorreu-se de empresa vagabunda de aviação e o resultado final, trágico, é conhecido de todos.

Dezenas de mortos e sobreviventes desamparados.

Somente o clube se deu bem, ganhando uma Copa Sulamericana sem precisar entrar em campo – justificável diante do contexto da situação -, recebendo diversas doações e a simpatia dos que se emocionaram diante do infortúnio.

Familiares das vítimas, até hoje, não receberam suas indenizações.

E permanecerão assim, ao que parece.

A Chape, de maneira vil, incluiu o pagamento mensal das indenizações – que já era ínfimo e frequentemente atrasado – num plano de recuperação judicial que se confunde com outros negócios do clube.

Pediu que a dívida, na casa dos R$ 40 milhões, receba desconto de 85% e seja parcelada em 13 anos.

No futuro, quando a história deste terrível momento for recontada, haverá a necessidade de reposicionar a Chapecoense, retirando-lhe da condição de vítima para a justa denominação de vilã.

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