Madame estaria trabalhando para comprar 25% do futebol no Palmeiras

Nos bastidores do Palmeiras, intensificam-se manobras para, pós-composição da nova mesa do Conselho Deliberativo, com provável presidência controlada por Madame, discuta-se a criação da SAF palestrina.
Por detrás disso, estaria engatilhada a venda de 25% do futebol, permanecendo 75% em poder do clube.
Este percentual é previsto no atual Estatuto do Verdão, o que facilitaria a implementação sem a necessidade de maiores alterações.
Diz o ART. 2º, parágrafo 1º:
“É facultado à SEP, mediante prévia aprovação do C.D., constituir, sob qualquer forma, ou deter participação societária em sociedade que tenha como objeto a prática esportiva profissional, e que seja classificada como entidade de prática desportiva participante de competições profissionais, nos termos definidos na
Lei 9.615/98 e suas alterações, inclusive a Lei 10.672/03, e transferir à ela os bens e direitos relativos à modalidade profissional presente no objeto social que sejam necessários para o desenvolvimento da referida sociedade, observando-se a legislação aplicável”
Complementa o parágrafo 2º:
“Caso ocorra a transferência de bens e /ou direitos da SEP à sociedade mencionada no parágrafo anterior, a SEP deverá deter, no mínimo, 75% (setenta e cinco) por cento das ações ou quotas em que se divide o capital social e votante da sociedade, e sua participação societária não poderá ser onerada ou transferida, a qualquer título, e para qualquer fim, sem a aprovação da unanimidade dos membros do C.D. e da maioria dos membros da SEP reunidos em Assembleia Geral especialmente convocada para este fim”
Nesses termos, em condições comerciais razoáveis, seria pouco provável que qualquer empresário de bom nível investisse fortuna em pequeno percentual do Palmeiras para ter o próprio capital refém das decisões, nem sempre equilibradas, de cartolas e conselheiros, alguns amestrados.
É daí que parece real a suspeita, que circula em Palestra Itália, de que eventual comprador dos 25% seria empresa, ainda que não no papel, controlada pelo casal Crefisa, que, em permanecendo no poder, seria responsável por dar as cartas na ‘parceria’ e ainda direcionar ações no futebol – como compra e venda de jogadores – das quais ganhariam, indiretamente, grande percentual de lucratividade.
