Conselheiros do Corinthians não querem mudança; querem poder

A movimentação política de Parque São Jorge, neste ano eleitoral, indica que o ‘gattopardismo’ prevalecerá, ainda que, eventualmente, o candidato que se vende como oposicionista surpreenda e encerre o ciclo de quase duas décadas do grupo de Andres Sanches no exercício do poder.
“Mudar para que tudo permaneça como está’
Os postulantes, até o momento, são o agente de jogadores Augusto Melo, pela oposição, e o complicado André Negão, na situação.
Ambos já estiveram no mesmo grupo, o ‘Renovação e Transparência’, embora em setores distintos.
Melo saiu após o departamento de base, de onde era um dos cartolas, se envolver em denúncias graves de corrupção; na sequência, arrendou o Barbarense para negociar atletas, alguns deles levados, posteriormente, para o Corinthians – como Matheus Araújo, outros para Vitória, São Bernardo, etc.
Nas últimas eleições, chegou à segunda colocação, fomentado pelo dinheiro de gente que planeja enriquecer em Parque São Jorge.
Augusto seria uma espécie de ‘Andres Sanches’ em início de carreira, tão ‘esfomeado’ quanto, mas com relacionamentos ainda mais perigosos.
Os que apoiam estes candidatos não o fazem enganados.
André, de sobrevivência – em todos os sentidos – nebulosa, é a continuidade de Andres, sendo pouco provável que saia deste trilho.
Melo é o típico espertalhão, popular, tentando a vida sob amparo financeiro de impopulares.
Pior do que todos eles, apenas os conselheiros, que anunciam apoio por mudanças e moralidade, sabem que elas não virão.
O que querem, e precisam, é permanecer circulando o poder.
Eis o ‘mistério da fé’.
Ninguém se preocupa, efetivamente, com o Corinthians.
Trata-se de um pântano tão inviável, que acaba por afastar do clube nomes respeitados, de comportamentos, biografias e relacionamentos importantes, capazes, efetivamente, de elevar o Timão a patamares compatíveis com a grandeza de sua enorme torcida.
