Base para Barletta no Corinthians seria acerto entre Marcelinho Carioca e Fernando Garcia

Chrystian Barletta (21 anos), do São Bernardo, está prestes a assinar vínculo com o Corinthians pelos próximos três anos.
O atacante chegou à equipe do ABC em abril de 2022 e logo foi emprestado à Chapecoense, de onde retornou há pouco mais de dois meses.
Antes disso, apesar da pouca idade, já havia rodado por Joinville e Bahia.
Em discurso uníssono, a imprensa tem atribuído o interesse do Timão ao bom desempenho do atleta em partida disputada contra o clube, neste Paulistinha.
Nos bastidores, as evidências são outras.
Em 04 de novembro de 2019, o empresário Roberto Graziano, dono da MAGNUM, famosa fabricante de relógios, comprou o São Bernardo Futebol Clube Ltda, após anos explorando negócios no Guarani, de Campinas.
Dezoito dias depois, em 22 de novembro, a ‘empresa’, que está em nome de Ricardo Graziano – filho do proprietário, e tem como presidente Antonio Moreno, além do CEO Lucas Andrino – também agente de atletas, assinou parceria com a MC7 Soccer, do ex-jogador Marcelinho Carioca, que, no papel, é administrada pelo filho Lucas Surcin.
O negócio consiste na utilização de campo de futebol, localizado em sítio de Atibaia, comprado pelo ‘pé-de-anjo’ enquanto atleta.
A remuneração, oficialmente acertada em R$ 60 mil mensais, se daria, efetivamente, por percentuais em transações de jogadores.
Marcelinho, que mantém todos os bens em nome de terceiros, entre os quais duas empresas de intermediações de atletas, teria indicado Barletta ao Corinthians, segundo fonte, diretamente ao notório contraventor Jaça.


O Timão, desde que Duílio ‘do Bingo’ assumiu a presidência, arrendou parte da captação de atletas ao ex-jogador.
Baretta, orientado por Marcelinho, assinou contrato de agenciamento com Fernando Garcia, que, ao lado de Carlos Leite e Kia Joorabchian, são a porta de entrada, obrigatória, para quem quiser jogar pelo Timão.

Outros nomes ligados ao Corinthians circulam pelo São Bernardo.

O treinador do Bernô é Marcio Zanardi, parceiro do presidenciável Augusto Melo, que o elogiou, em live, apesar dele ter sido expulso de Parque São Jorge ao ser flagrado em esquemas que envolviam o conselheiro Mané da Carne.
Áudios de matéria do Globo Esporte evidenciaram a corrupção:
Zanardi mantem no elenco do São Bernardo dois jogadores ligados a Augusto: Vitinho e Léo Jabá.

Circula também pela equipe do ABC o intermediário Olivério Junior, que, através da ‘Tuddo Comunicação’, assessora o Bernô, o treinador Zanardi, o CEO Lucas Andrino, mas também Andres Sanches e Fernando Garcia.


Nesse emaranhado de gente que há anos negocia entre si, o sócio de Garcia, Angelo Canuto, vulgo Padrinho, chegou a agenciar o filho de Marcelinho, que agora assina pelos ‘empreendimentos’ do pai.
Para complementar o círculo, quase maçon, não poderia ficar de fora outro sócio de Andres Sanches: Ronaldo Fenômeno.
Lucas Andrino, que, em meio às atividades de CEO do São Bernardo, administra a Gold Sport, é o agente de Matheus Bidu, que encorpou o currículo no Cruzeiro antes de ser enviado, com o aval ‘fenomenal’, ao Parque São Jorge.

Ao que parece, os ‘ídolos’ do Corinthians, fora de campo, tabelam com a cartolagem e seguem no ataque.
Andrino, que é quem negocia com Marcelinho, nos últimos tempos se viu metido em duas confusões; uma delas, ao processar o site Futebol Interior que lhe cobrava ‘mensalidade’ para realização de matérias positivas; outra, ao ser preso por adulterar a placa do próprio carro, com fita isolante, objetivando escapar do rodízio municipal de veículos:



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