Há anos, jogadores da base do Corinthians estão sendo desviados para o Portimonense

Faz alguns anos, desde a cessão das categorias de base do clube pelo presidente Duílio ‘do Bingo’ ao notório contraventor Jaça, que o Corinthians, na surdina, tem desviado parte de suas revelações para o Portimonense, de Portugal
O sistema funciona de duas maneiras.
Num deles, o Corinthians não se esforça para renovar o contrato de determinados atletas que, liberados sob combinação de agentes com cartolas alvinegros, desembarcam na Europa sem deixar rastro de transferência.
Outra manobra é efetuada sem que o jogador sequer precise se ligar ao Timão.
Neste caso, os garotos são monitorados enquanto participam de ‘peneiras’, como as que o Corinthians terceirizou para Marcelinho Carioca, em Itaquaquecetuba – longe dos olhos dos conselheiros e torcedores, mas vizinho de Mané da Carne, histórico parceiro de Andres Sanches e do contraventor Jaça – que, a partir destes locais, são enviados para Portugal.

O receptor destes atletas em terras lusitanas é o ex-jogador Coelho, notório parceiro dos citados, que é treinador da equipe B do Portimonense.
Há quinze dias, por exemplo, o Timão liberou, gratuitamente, o zagueiro Alemão, do sub-20 – com o agravante, neste caso, de romper contrato que estava vigente com o clube de Parque São Jorge.
Antes dele, mais de uma dezena de atletas ligados ao alvinegro desembarcaram no Portimonense, entre os quais o lateral direito Daniel Marcos, o esquerdo Reginaldo e o atacante Richard.
Outro que chegou no Portimonense para a temporada 2023 foi o colombiano Yoni Gonzales, que ‘esquentou’ currículo ao disputar apenas quatro jogos pelo Corinthians após estranho empréstimo do Benfica.
O chefe de Coelho no Portimonense é Marcelinho Paulista, que jogou com o ex-lateral e também com Marcelinho Carioca, nos anos 90, e trabalhou na base do Timão na gestão Andres Sanches.
À ocasião dividia ‘alegrias’ com intermediários, diretores e conselheiros do Corinthians.
Enojado, o capitão Fredy Rincon, contratado para treinar o sub-20 do Timão, deixou o clube dizendo não gostar ‘de coisa errada’, citando, nominalmente, Marcelinho Paulista e Fernando Alba.

Investigações em curso da Policia Federal portuguesa, além de relatórios do Fisco, demonstraram que o dono do Portimonense, o brasileiro de origem grega Constantin Teodoro Panagopoulos, que se apresenta como ‘Theo Fonseca’, recentemente, desviou quase 14 milhões de Euros da controladora da equipe – que também é dele, a offshore ‘For Gool’, para ‘parceiro’ da 1ª divisão local.



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