MPF bloqueia contas ligadas a conselheiro do Corinthians por desvio de dinheiro do combate à sífilis

Edgard Soares (agachado, de preto) na sede da VAPT Filmes cercado por conselheiros do Corinthians

O Ministério Público Federal bloqueou as contas da VAPT Filmes e também de José Edgard Soares Filho, filho de Edgard Soares, conselheiro do Corinthians, com quem mantém sociedade oculta na produtora.

A dupla possui diversos CNPJs no mesmo endereço, alternando-se entre proprietários formais.

Eles são suspeitos, a princípio, de embolsarem, indevidamente, R$ 2.637.536,59.

Mas pode ser bem mais.

O dinheiro, oriundo do Ministério da Saúde do Governo Bolsonaro, seria utilizado no combate à sífilis.

No total, o rombo, que teve a participação de outras produtoras, todas de Brasília, exceção feita à VAPT, radicada em São Paulo, e poderia, segundo fontes, ser a gestora das demais, seria de R$ 26,5 milhões.

Ao todo, o Ministério repassou R$ 50 milhões à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que teria contratado as produtoras para a realização de peças publicitárias do projeto ‘Sífilis não”.

A ‘Operação Faraó’, da Policia Federal, identificou possível simulação de licitação, que teria direcionado as contratações das produtoras investigadas.

Também de sobrepreço.

Segundo informações de ex-funcionário da produtora, o deputado federal Hélio Negão, próximo a Bolsonaro, encontrava com Edgard Soares, em São Paulo, com alguma frequência.

Além da VAPT Filmes e seus proprietários, que figuram, também, em apurações doutros inquéritos da PF e da CPI do COVID, outras quatro produtoras tiveram as contas bloqueadas, assim como os facilitadores dos órgãos governamentais.

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