Não há inocentes na briga entre CBF e Klefer

CBF e Klefer, por anos, mantiveram relação cordial, suspeita e rentável… para os cartolas.
Recentemente, a gestão da Casa Bandida saiu das mãos do grupo que, por décadas, ditou as regras e migrou para outro, assemelhado, porém, sob comando diferente.
No novo contexto, o dominante é o vice, Reinaldo Carneiro Bastos, que atua através do serviçal que ocupa a presidência, com o ‘sangue nos olhos’ de quem, há anos, esperava pela vingança contra Marco Polo Del Nero, o ‘Rei’ anterior, de quem levou ‘bola nas costas’ na Federação Paulista.
Em razão disso, contratos estão sendo revistos, principalmente os protagonizados por parceiros leais aos antecessores.
É o caso da Klefer, de propriedade do cartola Kleber Leite, frequentador de CPI do futebol.
Em meio à briga, a empresa se aproveitou da promiscuidade anterior, que permitia a CBF sequer possuir as senhas de suas mídias sociais, para toma-las, ‘na mão grande’, sem a menor cerimônia.
4 milhões de seguidores do perfil da ‘Copa do Brasil’ estão com Kleber Leite, que não quer devolvê-lo e já modificou o nome da conta para ‘Portal da Torcida’.
O caso está na fase da notificação extra-judicial, mas, tudo indica, será resolvido apenas na Justiça.
Evidencia-se a incompetência da CBF, amparada nas facilidades da promiscuidade, e a aparente má-fé da Klefer, que, num contexto de ética, seria obrigada a devolver a rede social a quem de direito.
