Diretor de Finanças do Corinthians distorce a realidade em entrevista

Wesley Melo, diretor de finanças do Corinthians, distorceu a realidade em entrevista concedida à Fundação Estudar:

“Conseguimos estabilizar a dívida com nossa própria receita. Além disso, vínhamos de três anos de déficit e fecharemos 2022 com superávit”

Não é verdade.

O Corinthians conseguiu, em 2022, a ‘proeza’ de aumentar a dívida utilizando-se, indevidamente, de recursos da CAIXA, a quem não paga há mais de três anos.

Este dinheiro, somado a novo prazo de carência, que terminará somente em março de 2024, é contabilizado, pelo banco, como empréstimo.

Calcula-se, somente em juros, a perda de R$ 100 milhões ao Timão.

Mesmo com dinheiro sobrando, embolsado sob a política do calote e desviado para fins equivocados, irresponsáveis (contratações de atletas veteranos) ou desconhecidos, o clube conseguiu ampliar o problema.

Não à toa, nesse contexto de inverdades e manipulações de documentos (balanços) e narrativas, Melo, na mesma entrevista, disse que o Timão não quer a SAF porque seu dono é o ‘torcedor’.

Discurso populista para esconder que o Corinthians está nas mãos do mesmo grupo há quase duas décadas, razão pela qual qualquer controle externo, seja de investidores ou acionistas (que poderiam ser torcedores), atrapalharia não o alvinegro, mas os negócios dessa gente.

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