Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A bajulação é a moeda falsa que só circula por causa da vaidade humana”

François La Rochefoucauld:  foi um escritor e importante moralista e pensador francês

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Sendo a última do ano 2022, externo meu franco agradecer a todos que prestigiaram nossa humilde coluna com a leitura e atenção para com a parte gravada publicadas sábados no http://blogdopaulinho.com.br, desejando Feliz Natal e prosperidade no decorrer no ano 2023.

Referente ao tema arbitragem do futebol, não tenho dúvida quanto a afinidade comportamental dos árbitros do meu tempo com os atuais.

No hoje

Os árbitros apresentam-se de terno e gravata, são trabalhadores autônomos e recebem ótima remuneração na categoria árbitro central, árbitro assistente, quarto árbitro, e demais atividades, incluindo o VAR.

Da

Minha época não lembro um que trajasse terno e gravata para ir aos estádios cumprir a atividade; a renumeração era insuficiente para sobrevivência, fator que fortalecia a exigência comprobatória do exercício profissional em atividade que nos desse condições de sobreviver dignamente, fazendo das escalas um extra e não o principal como o é para maioria dos contemporâneos.

Aquém dessa

Hoje em dia os meios tecnológico substituem o presencial no cerimonial do curvar corporal e beijar das mãos dos administradores da CBF, federação, clubes, idem de políticos, da magistratura, do MP e, de todas as castas que flutuam direta ou indiretamente no futebol, que proporcionam aqueles que assim operam, a coação psicológica de se passar por cegos nos lances que favoreça a equipe de quem os apadrinha, saindo-se pela tangente do lance interpretativo ou então que teve a visão encoberta por um dos litigantes.

Na Somatória

A atmosfera da arbitragem do futebol salvo raras exceções, nunca foi e não é saudável; é um sítio cruel e desleal, cada um vê seu lado e quer que o confrade se exploda; todavia, com a cara deslavada, se diz solidário.

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Recorrendo

Ao possível e ínfimo do bom senso do juris171consulto, sua vice e diretores, por ser época natalina, recomendo que se  reúnam e elaborem documento antecipando o pleito eleitoral, datando dia, hora e expondo como regra o regimento eleitoral 2004.

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Quartas de Final – Semifinais e Final da Copa do Mundo 2022 no Catar

Sábado 10/12

Marrocos 1 x 0 Portugal. Seleção marroquina classificou-se para Semifinais

Arbitro: Facundo Torres (FIFA-ARG)

VAR

Mauro Vigliano (FIFA-ARG)

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para marroquinos e 01 para português

Vermelho:  para o marroquino Chedirra

Inglaterra 1 x 2 França – Equipe francesa classificada para Semifinais

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-BRA)

Assistente 01: Bruno Boschilia (FIFA-BRA)

Assistente 02: Bruno Raphael Pires (FIFA-BRA)

VAR

Juan Soto (FIFA-VEN)

Item Técnico

1º – Foi correto ao apontar a marca da cal em favor dos ingleses quando da falta máxima cometida pelo francês Tchouaméni no oponente Bukayo Saka, acontecido por volta do nono minuto da segunda etapa.

Penalidade

Cobrada por Harry Kane transformada no tento de empate 1 x 1

2º – No meu entender Wilton Pereira Sampaio esteve certo ao nada marcar no lance ocorrido em cima ou antes da linha divisória da grande área francesa, em que um dos defensores colocou a perna no meio das canetas de um inglês na tentativa de tocar na redonda; neste momento, espertamente o inglês queda o corpo para tentar cavar falta.

A

Distância VAR comandado pelo venezuelano corroborou com o árbitro.

3º – Placar apontava França 2 x 1 quando de ataque inglês, bola dentro da área francesa, Wilton Pereira Sampaio próximo e com visão total do lance, deixou de marcar claríssimo penal cometido por um francês no momento que fez uso do braço para empurrar o costado do inglês Mason Mount.

VAR

Agindo rápido, solicitou que Wilton fosse rever o lance no monitor; lá chegando, sem lenga, lenga, volto pro campo confessando que havia passado a responsabilidade para o VAR, gesticulou apontando a penalidade máxima batida por Harry Kane pra cima do travessão

Item Disciplinar

Cartão Amarelo:  01 para inglês e 03 para franceses

Semifinais – Terça Feira 13/12

Argentina 3 x 0 Croácia – Argentina classificada para disputa final com a seleção francesa

Árbitro: Daniele Orsato FIFA-ITA)

Assistente 01: Ciro Carbone (FIFA-ITA)

Assistente 02:  Alessandro Giallatini (FIFA-ITA)

VAR

Massimiliano Irrati (FIFA-ITA)

Item Técnico

Correta marcação da penalidade máxima cometida por Livakovic goleiro croata no argentino Álvarez.

Penalidade

Batida por Lionel Messi transformada no primeiro gol argentino

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 02 para argentinos e 02 para croatas

Quarta Feira 14/12

França 2 x 0 Marrocos – Seleção francesa disputara com a argentina, qual delas: sagrar-se-á campeã

Árbitro: Cesar Ramos (FIFA-MEX)

VAR

Drew Fischer (FIFA-CAN)

Item Técnico

Acertou ao deixar o jogo correr não acolhendo reclamação de alguns marroquinos pedindo penalidade máxima no momento que a bola tocou no braço de um defensor francês que estava em movimento corporal normal.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para Boufal defensor marroquino

Sábado 17/12 – Contenda indicando 3ª e 4ª colocação

Croácia 2 x 1 Marrocos

Nota

Cito somente o placar, vez que: tive o deleite de participar da esplendidíssima confraternização do inesquecível C.A.R. Maria Zélia, fundado no dia 20/09/1935

Domingo 18/12 – Contenda decisiva

Argentina 2 x 2 França no tempo normal (90 minutos)

Prorrogação de 30 minutos

Argentina 1 x 1 França

Decisão por penalidade máxima 

Argentina 4 x 2 França

Árbitro: Szymon Marciniak (FIFA-POL)

VAR

Tomasz Kwiatkowski (FIFA-POL)

Item Técnico

1º – No meu interpretar não ocorreu penalidade máxima do francês Dembélé no argentino Di Maria, batida por Messi, transformada do gol de abertura do placar.

Ilustro

Vendo e revendo o fato, firmo convicção que Dembélé não teve objetivo de tocar no oponente; pode ser que o árbitro tenha percebido que Dembélé agiu de maneira descuidada.

2º – O árbitro Tomasz Kwiatkowski acertou ao determinar a marca da cal favorável aos franceses no momento que defensor argentino com braço semiaberto, sutilmente, desvia a redonda com o cotovelo.

Mbappé

Cobrou e redonda findou no fundo da rede

3º – Errou feio por ter paralisado a contenda sinalizando falta na linha média defensiva francesa, vez que: o francês que recebeu a falta, levou vantagem com possibilidade de armar claro contra-ataque.

4º – Nos minutos dos acréscimos da segunda etapa, Tomasz Kwiatkowski acertou por ter determinado segue o jogo quando de um bate, rebate na área argentina, reclamado pênalti por franceses alegando que um argentino tocou a mão na redonda.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: para os argentinos Enzo Fernández, Acuña, Paredes e Montiel. Idem para os franceses Rabiot, Giroud e Thuram.


Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


Política

Com a Copa, Qatar conseguiu fazer mundo esquecer que é uma ditadura

A espetacular final da Copa do Mundo de 2022, em que a Argentina se tornou campeã na cobrança de pênaltis, após empate de 3 a 3 com a França, foi a cereja do bolo no projeto desenhado pelo governo do Qatar. Durante um mês, os olhos do mundo estiveram voltados para o país. Como costuma acontecer nos torneios mundiais de seleções, os lances sensacionais, as jogadas dos craques, as zebras, as vitórias e derrotas catalisaram espectadores de todo planeta.

A não ser pela proibição da prometida venda de cerveja nos estádios e uma ou outra reportagem esparsa, as mazelas quase não apareceram. E não são poucas.

A Copa foi organizada no Qatar ao custo de US$ 220 bilhões justamente para que todos esqueçam que aquele é um emirado absolutista governado fora das regras da Constituição, um país em que partidos políticos não são permitidos e a última eleição foi realizada em 1970. É uma ditadura.

Até que as seleções começassem a jogar, as principais referências do país eram quanto à desigualdade absurda de um recanto do Oriente Médio em que a elite mais rica de todas convive no mesmo espaço que uma população que sobrevive em condições paupérrimas.

No Qatar vigora a censura à imprensa, a perseguição à comunidade LGBTQI, a limitação dos direitos das mulheres e os maus tratos aos trabalhadores migrantes, expostos a temperaturas extremas e com baixos salários.

Não é justo permitir que a imagem do sorridente emir Tamim bin Hamad bin Khalifa Al-Than, que estava no pódio ao lado do lendário Lionel Messi e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, se sobreponha aos horrores de seu governo.

Enquanto milhares de torcedores que estiveram na Copa retornam às suas casas e os atletas voltam para seus clubes, o Qatar retoma a vida normal.

Longe do alcance das câmeras e microfones da imprensa internacional, o país não terá mais o clima festivo.

Para a população mais pobre, para os jornalistas locais, para os gays e para as mulheres, o Qatar volta a ser a ditadura de sempre.

Jornalista Chico Chaves – Publicado no UOL as 16h26 do dia 18/12/2022

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Finalizando

“A diferença entre uma democracia e uma ditadura consiste em que numa democracia se pode votar antes de obedecer às ordens”

Charles Bukowski: foi um poeta, contista e romancista estadunidense nascido na Alemanha.

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-19/12/2022

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