Croácia de Modric e Marrocos dos africanos no Mundial da consagração

A Croácia conquistou a 3ª colocação da Copa do Mundo ao derrotar Marrocos por dois a um.

À margem das premiações, porém, o resultado vai além.

Com dois terceiros lugares (1998 e 2022) e o vice-campeonato de 2018, os croatas solidificaram-se, através de duas gerações distintas – a segunda sendo a melhor delas – como potência do futebol mundial.

Tudo isso sem marketing e frequentemente ‘notada’ apenas durante os torneios em que, para alguns, se apresenta como ‘surpresa’.

Originários da ex-Iugoslávia, que era conhecida como o ‘Brasil da Europa’, nos tempos, é claro, que a nossa Seleção era respeitada, faltava aos croatas a consistência de resultados, agora efetivada.

Somado a tudo isso existe o grande Modric, melhor jogador de todos os tempos no país; do mundo, eleito pela FIFA em 2018 e dos principais da história do Real Madrid.

Atleta que regeu os companheiros às 2ª e 3ª colocações de Copas mesmo tendo adversários superiores em disputa.

Por fim, a proeza de Marrocos.

Melhor colocação de uma equipe africana em todos os tempos, desfazendo a cultura de que os times deste continente são, apesar de habilidosos, irresponsáveis taticamente.

De tudo o que Marrocos apresentou, além da coragem, o que mais chamou a atenção foi a enorme capacidade de saber exatamente o que fazia dentro de campo, com muita capacidade de entender o jogo a atuar no erro adversário.

Entrou para a história.

A Copa do Mundo, que poderá, daqui a pouco, consagrar Messi ou Mbappé, será também a da confirmação croata e esperança africana.

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