Informe do Arena Fundo indica pagamento de apenas uma parcela dos ‘naming-rights’ de Itaquera

Na última terça-feira (01), o Arena Fundo FII protocolou, na CVM, Informe Trimestral de rendimentos e despesas referentes à gestão financeira do estádio de Itaquera.
Os números englobam o resultado final de agosto, setembro e outubro de 2022.
Tratam-se de informações menos detalhadas do que as expostas nos Informes Mensais; o próximo, contendo a atualização da dívida do Corinthians com o Fundo, deverá ser revelado na metade deste mês.
Verifica-se, de imediato, que a obrigação, imposta pelo novo acordo firmado entre Corinthians e Caixa, que obriga a dissolução do ‘Arena’, ainda não foi cumprida.
Como observado em recente Assembleia Geral, incorporou-se ao saldo R$ 17,6 milhões (com juros) referentes à 1ª parcela dos naming-rights acertados com a Hypera Pharma.
Trata-se de ‘boleto’ vencido em 2020; não há, até o presente momento, as quitações das contas de 2021 e 2022.
O dinheiro, também segundo a reorganização sacramentada entre Caixa e Corinthians, deveria ter sido repassado ao ‘FIP SCCP’, novo fundo criado para a gestão desta contabilidade.
Porém, desde o nascedouro, existe bloqueio judicial de recursos imposto em ação promovida pelo agente de jogadores Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga; situação que deverá abrir espaço para movimentações semelhantes de outros credores.
Problema que o Corinthians terá que se virar para resolver.
A posse do terreno do estádio de Itaquera segue ainda sob comando do Arena Fundo FII, situação que também precisará ser avaliada com a Prefeitura de São Paulo.
Confira abaixo o Informe Trimestral do Arena Fundo FII referente a novembro, abrangendo o período entre agosto e outubro de 2022:
Informe Trimestral – Arena Fundo – novembro 2022
