O clima em Brasília

“Parei a moto numa esquina, tirei o capacete e olhei umas menininhas, três, quatro, bonitas; de 14, 15 anos, arrumadinhas num sábado numa comunidade. E vi que eram meio parecidas. Pintou um clima, voltei, ‘posso entrar na tua casa?’ Entrei.”

“Tinha umas 15, 20 meninas, [num] sábado de manhã, se arrumando —todas venezuelanas. E eu pergunto: meninas bonitinhas, 14, 15 anos se arrumando num sábado para quê? Ganhar a vida”

Este é o ‘clima’ em Brasília.

Emprestado do nazismo, Deus, Pátria e Família é o lema utilizado pelo bolsonarismo.

Há dois anos (período do encontro), ‘pintou um clima’ entre um homem, casado com a terceira esposa, que lhe foi apresentada por um ‘pastor’ em meio ao segundo matrimônio, e adolescentes venezuelanas.

Deus e Família, neste momento, foram esquecidas.

À traição soma-se a pedofilia, ou assédio, nos termos da lei.

Em não havendo comunicação de crime, e não há notícia de que houve, logo após tomar conhecimento de que menores se prostituíam, o Presidente da República. em tese, cometeu crime.

Se agiu como ‘cliente’ das meninas, como sugere a confissão do próprio em participação num podcast, dizem, bancado pela diretoria do Flamengo, também.

Ontem, pouco após a meia-noite, Bolsonaro, desesperado com a repercussão do vídeo, disse que estava ‘preocupado’ com a situação das meninas e que, por isso, teria adentrado o local para ‘protegê-las’.

Não explicou, porém, o que quis dizer na frase ‘pintou o clima’.

Horror, nojo, ausência de escrúpulos, hipocrisia e banditismo.

É disso que se trata.

Dia 30, escolheremos se é esse tipo de pessoa que queremos comandando o Brasil nos próximos anos.

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