Novo gestor do estádio de Itaquera apresentou contabilidade ‘fake’ à CVM e à CAIXA

Pressionado pela CAIXA e pela CVM a apresentar a contabilidade do FIP SCCP, novo fundo gestor do estádio de Itaquera, a administradora REAG, em manobra ousada, exibiu saldo bloqueado pela Justiça como se estivesse disponível.
Pouco mais de R$ 1,2 milhão.
100% do que dizia possuir em caixa.
Os valores foram bloqueados em agosto de 2021 por empresa satélite do agente de jogadores Fernando Garcia, dias após a criação do Fundo.
Por óbvio, com informação privilegiada.
Nos últimos dias, a Justiça determinou a transferência da quantia ao intermediário.
Abre-se, neste caso, grave precedente.
Pelo fato deste Fundo, diferentemente do Arena FII, possuir o Corinthians como proprietário único, conforme o exemplo descrito, todos os credores alvinegros deverão solicitar o mesmo procedimento.
Ou seja, o FIP SCCP tonou-se inviável para pagamento do estádio, nos termos acordados com a CAIXA, ainda no nascedouro.
Explica-se, diante disso, o fato de, desde agosto de 2021, ou seja, mais de um ano após, sob pressão, somente existir, ainda que somente em números, quantia ínfima (R$ 1,2 milhão) discriminada, assim como a suspeita parceria para enviar os próximos recursos – se não forem bloqueados pela Justiça – para Fundo terceirizado com ramificações em Portugal (conforme demonstrado pelo Blog do Paulinho).
