Compliance na ESPN e no Corinthians

Num período de poucos dias, a ESPN Brasil demitiu dois comentaristas, sendo um deles das maiores audiências da casa e o outro retrato do atraso ainda reinante da mídia nacional.
As razões, segundo bastidores da emissora, seriam descumprimentos de normas do compliance.
O primeiro foi deselegante com companheiros de profissão; o mais veterano, homofóbico, a ponto de gerar repulsa tão grande que cinco testemunhas confirmaram a versão de quem o denunciou.
Concorde-se ou não com as demissões, a ESPN demonstrou que o compliance da empresa é verdadeiro e não está pra brincadeira.
Desde janeiro de 2021, quando Duílio ‘do Bingo’ assumiu a presidência do Corinthians, escritório de advocacia ligado a seu diretor jurídico – o que já seria um erro -, passou a realizar trabalho semelhante em Parque São Jorge.
Pelo menos, no discurso.
Na prática, porém, o que se observa é a promiscuidade.
Provavelmente sem carta branca para agir, mas culpado por aceitar permanecer no ofício nestes termos – talvez porque o dinheiro envolvido seja importante -, o compliance do Timão permitiu, sem que se tenha notícias de grande oposição, diversas barbaridades administrativas e comportamentais dentro do clube.
O novo acordo do Corinthians com a CAIXA é um acinte tamanho que faz ter saudade do contrato com a Máfia Russa, intermediado pela MSI.
As contratações de jogadores com idades próximas a 35 anos por salários em torno de R$ 1,5 milhão são indefensáveis.
Conselheiro sendo absolvido após prática de violência com duas mulheres, também.
Sem contar os garotos da base nas mãos de notório bicheiro.
Eis a diferença.
O compliance da ESPN serve para que a emissora mantenha uma conduta correta nos mais variados departamentos, enquanto o do Corinthians é utilizado, indevidamente, porém, com a conivência obvia dos contratados, para dar ‘credibilidade’ (passar pano) aos atos de imoralidade, incivilidade e, talvez, até desonestidade.

Vc é um idiota.
Só vem aqui pra falar mau das pessoas
Vc deve ser um cara frustrado
por nunca conseguir jogar futebol