Endividada, dona dos ‘naming-rights’ de estádio do Corinthians está à venda

Há alguns anos, a Hypermarcas, flagrada em grandioso esquema de corrupção, viu seus gestores confessarem crimes, serem presos e, por conta disso, precisou mudar de nome para minimizar os danos à imagem.
Surgiu a Hypera Pharma.
As dívidas, porém, seguiram as mesmas, assim como as transações esquisitas.
Num contexto de empréstimos para cobrir empréstimo e debentures sobre debentures, os acionistas majoritários decidiram colocar a empresa à venda.
Faz um mês, o Citibank, de Nova Iorque, foi contratado para assessorar a Hypera no processo.
Todas as tratativas comerciais, assim que concluída a negociação, serão reavaliadas.
Em 2020, a Hypera fechou acordo de R$ 300 milhões, com pagamento diluído em 20 anos, para divulgar a marca de seus produtos no estádio de Itaquera, utilizado pelo Corinthians.
Não houve, até o momento, nenhum pagamento.
A Hypera, em tese, teria a obrigação de repassar à CAIXA, assim que o novo acordo entre Corinthians e o banco entrar em vigor – segundo contrato, em 30 de setembro ou, em prorrogação, um mês após -, as parcelas de 2021 e 2022, além das que estão acordadas para frente.
Eventual desistência dos ‘naming-rights’ geraria grande desconforto nas finanças do Corinthians e provável retomada da execução do estádio – suspensa mediante promessa de quitação de calote das parcelas e novo cronograma de pagamento.
Coincidentemente, outro parceiro corinthiano no negócio da Arena, a Odebrecht, também precisou mudar de nome – se tornou ‘Novonor’ – por razões quase idênticas às que afligiram a Hypermarcas, agora ‘Hypera’.
