A matemática da irrelevância do voto evangélico em Bolsonaro

156.454.011 pessoas estão aptas, segundo dados do TSE, a votarem nas eleições presidenciais de 2022.

Destes, segundo o Data-Folha, 27% se declaram evangélicos e 52% são católicos.

79% do eleitorado.

O restante, 21%, compreende religiões diversas, agnósticos e ateus.

27% de evangélicos correspondem a 42,2 milhões de brasileiros.

52% de católicos são 81,3 milhões.

Segundo as pesquisas, Bolsonaro teria 51% dos votos evangélicos, ou seja, 21,5 milhões, contra 28% de Lula, equivalentes a 11,8 milhões.

Entre os católicos, Bolsonaro teria 21,9 milhões de eleitores (27%) contra 43,9 milhões de Lula (54%).

Somados os votos de católicos e evangélicos, Lula possui 55,7 milhões contra 43,4 milhões de Bolsonaro.

Diferença de 12,3 milhões a favor do petista.

Esta é a realidade.

O voto evangélico, mesmo diante da óbvia lavagem cerebral imposta pelos bandidos que se autodenominam pastores, bispos e assemelhados, é bem menos relevante do que vem sendo propagado, com algum alarde, por boa parte da mídia.

A eleição está decidida.

Lula será o Presidente do Brasil, restando saber em quais dos turnos se dará a vitória.

No segundo, é garantido.

Mas é grande a possibilidade do horror bolsonarista sucumbir já em 02 de outubro, por conta não apenas dos números explicitados nas pesquisas – no limite da margem de erro, mas, principalmente, pela óbvia possibilidade de migração de votos úteis, que, normalmente, são percebidas na mais relevantes das avaliações: a dos votos, efetivamente, digitados nas urnas.

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