A Libertadores de Pedro e Felipão

Flamengo, o melhor time das Américas, confirmou a classificação à final da Copa Libertadores após vencer por dois a um, de virada, no Maracanã, ao Velez, a quem havia goleado na Argentina por quatro a zero.

Pra variar, com direito a mais um gol de Pedro.

No dia anterior, o surpreendente Athletico/PR, sob a regência de Felipão, eliminou o favorito Palmeiras.

É a Libertadores, com o perdão do trocadilho, que libertou, de uma vez por todas, o treinador que, indevidamente, mesmo após tantas conquistas – entre as quais a de ser o último treinador vencedor, pelo Brasil, da Copa do Mundo -, tinha a competência questionada, e o centroavante que, mesmo muito melhor do que todos os seus companheiros de elenco – incluindo o midiático Gabigol -, passou anos relegado ao bando de reservas.

Na hora certa, amparado por, até o momento, doze gols no torneio, Pedro, há pouco mais de dois meses da competição, garantiu a, até então, improvável vaga na Copa do Mundo de 2022.

Mais do que merecido, chega a ser heroico, tamanha era o desestímulo para atingir o objetivo.

Vitória dele e do Brasil, que terá um grande atacante à disposição.

Quem levará a melhor na disputa entre Pedro e Felipão?

Tudo indica que o rubronegro carioca, porém, a história ensinou, em diversas oportunidades, que os times de Scolari podem conseguir milagres – salvo raras e conhecidas exceções – quando chegam a decisões.

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