Corinthians e a ‘forma amigável’ de implosão financeira

Dentre as diversas estultices inseridas nas respostas de Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves em entrevista coletiva no dia em que o Corinthians comemorava 112 anos, quinze destes sequestrado pelo atual grupo gestor, selecionamos a que diz respeito à condenação, na FIFA, de pagamento de R$ 13 milhões pelo aliciamento do jogador Jô:

“Vem tendo conversas, não estamos tendo problemas com eles, vem caminhando bem, por enquanto estamos tranquilos com as negociações, vendo uma forma de pagamento que não prejudique nosso caixa. Eles entendem a situação, por enquanto não é problema”

“(…) sobre o Jô estamos conversando com eles, e não estamos tendo tantas dificuldades para que a gente resolva de uma forma amigável e boa para o Corinthians”

É interessante o conceito de Duílio sobre o que é bom para o Timão.

Jô foi oferecido ao Corinthians por seu agente, Kia Joorabchian, sócio informal do ex-presidente Andres Sanches, sob a condição de custo zero na aquisição.

Estas eram as condições tratadas.

Orientado, o atacante abandonou o Nagoya Grampus e se apresentou diretamente no Timão.

Os japoneses, feitos de trouxas, reivindicaram os direitos na FIFA e, diante da obviedade, venceram.

Quem deveria, efetivamente, pagar a despesa?

Evidentemente, Jô e Kia Jooranchian.

Por que o Corinthians assumiu a dívida, aparentemente, sem maiores questionamentos?

Elementar.

Porém, mesmo que todos saibam as razões, elas precisam ser formalizadas em papel, mediante questionamento de algum conselheiro, para que o clube possa cobrar, a quem de direito, pelo milionário prejuízo.

A não cobrança de Jô e Kia sugere envolvimento da diretoria em possível ato de malandragem.

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