A verdade sobre a desistência de adesão do Corinthians à centralização de execuções

Recentemente, a diretoria jurídica do Corinthians alardeou como ‘grande conquista’ suposto acordo de parcelamento de dívidas do clube através da ‘centralização das execuções’, beneficiando-se dos efeitos da SAF sem a necessidade de adesão à nova Lei.

Faltou, porém, combinar com os russos.

O Blog do Perrone revelou que o clube protocolou, na Justiça, desistência do processo.

A alegação oficial, inserida na ação, era a de que parte dos credores, por conta de execuções vigentes, já haviam recebido algumas pendências, o que teria ‘esvaziado’ as pretensões.

Os fatos, porém, são outros.

A 1ª Vara de Recuperações e Falências de São Paulo deu prazo para que o Corinthians apresentasse um plano robusto de pagamento, incluindo a exibição dos três balanços patrimoniais recentes e detalhamento do fluxo de caixa.

Mas não apenas isso.

Os documentos seriam periciados, revelando se, efetivamente, o clube teria capacidade de honrar com os parcelamentos.

Diante da realidade imposta, o Corinthians desistiu da pretensão.

Acostumados a enganar, na retórica, torcedores, conselheiros e associados alvinegros, além, é claro, de alguns credores, os cartolas do Timão preferiram não agir da mesma maneira diante de confronto mais perigoso.

Por fim, ainda que todos os pedidos judiciais pudessem ser atendidos, faltaria convencer os ‘russos’ de que trocar a certeza da penhora, à vista, de recebíveis como os da Rede Globo e da CBF seria melhor do que o parcelamento nesta modalidade de execução.

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