O dilema da ‘Liberdade Corinthiana’

Ontem, o Blog do Paulinho revelou que o grupo de conselheiros ligados à chapa ‘Liberdade Corinthiana’ perdeu ação promovida contra o Corinthians e o ex-presidente Andres Sanches, que objetivava comprovar deslizes da administração.
Um dos votos do TJ-SP, que ajudou na derrota, foi do desembargador Guilherme Strenger, que é atuante na política do clube.
Diante desta aparente imoralidade, ainda que eventual impedimento do magistrado não influenciasse no resultado, a única alternativa coerente aos proponentes da ação é pedir a anulação deste julgamento.
São fartos os documentos que comprovam a movimentação, em alguns casos decisiva, de Strenger nos Conselhos do Corinthians.
Não seria mais pelo resultado, e sim pela honra – do clube e da sociedade.
Caberia até, talvez, reclamação nos órgãos que fiscalizam a magistratura.
Há tempos, grande parte dos magistrados alvinegros tropeça na ética, assim como parece ter ocorrido neste episódio com Strenger.
Alguém precisa reagir.
Estes associados, que tiveram a coragem de processar o cartola máximo do Corinthians enquanto ele ainda exercia o poder, poderiam fazer história, ainda que na derrota.
O que impediria este recurso?
A falta de ação comprovaria a submissão – apesar do discurso de igualdade – ao notório líder de todos eles, a quem não interessa, após adesão à Diretoria, qualquer tipo de conflito.
