Corinthians protocola desespero financeiro na Vara de Falências e Recuperações Judiciais

Recentemente, o Corinthians anunciou que todas as suas pendências, cíveis e trabalhistas, seriam administradas através de uma centralização de pagamentos, com parcelamentos baseados na arrecadação do clube.
Os fatos, que se contrapõem ao discurso, são os seguintes:
- Apenas sete ações trabalhistas aderiram ao parcelamento (não se trata de acordo compulsório, como a diretoria jurídica, aparentemente, buscava confundir; existe a necessidade de aceitação da outra parte, conforme esclarecido, meses atrás, pelo Blog do Paulinho);
- somente ontem (09), o Corinthians ingressou na Justiça, com pedido de liminar, solicitando a centralização das pendências cíveis; o caso está sendo analisado na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, pelo juiz Leonardo Fernandes dos Santos (o resultado pode sair nas próximas horas)

Nesta ação, o Corinthians deixou claro que seu estado é ‘caótico’, e que a folha de pagamento é ‘imensa’, razão pela qual solicita rápida resolução judicial.
Informações que divergem das apresentadas, recentemente, em reunião do Conselho Deliberativo.
Se deferida a liminar, o clube terá 60 dias para apresentar um plano de parcelamento combinado com garantias de que poderá arcar com a obrigação.


Os sete processos trabalhistas que aderiram ao plano de parcelamento do Corinthians estão garantidos pelo contrato de patrocínio com a casa de apostas ‘Galera.Bet’, revelado como de R$ 8 milhões, embora a diretoria alvinegra, à ocasião da assinatura, tenha falado em R$ 40 milhões, além da penhora de todos os imóveis que compõem a sede social de Parque São Jorge.
A diretoria jurídica havia afirmado que clube não mais sofreria indisponibilidade de bens.


Abaixo a relação de credores:
- Flavio Eduardo da Silva Ferreira;
- Lucinaldo Costa Damasceno;
- Marcos Roberto Fernandes;
- Marcus Vinicius Cesário (ex-jogador);
- Rosivaldo Rodrigues de Sousa;
- Ibson Barreto da Silva (ex-jogador);
- Luis Antônio de Oliveira Costa
A dívida total (nestas ações), que era de R$ 3,6 milhões, passou a ser de R$ 4,7 milhões (correção de R$ 1,1 milhão) a ser quitada em 72 parcelas variáveis (média de R$ 65,2 mil).

1 Comentário