Afastamento de Olivério Junior e a lição para a Madame do Palmeiras

A imprensa recebeu a informação, ontem, de que Olivério Junior não mais trabalhará no Palmeiras, seguindo, porém, na gestão pessoal de Madame Leila Pereira, presidente do clube, e também de suas empresas.
Trata-se, evidentemente, de jogar fumaça no incêndio.
Assim como ocorrido na comunicação do Corinthians, sempre que a aproximação de Olivério com o submundo da bola era levantada, o agente ‘saia de cena’, mas sua influência – para não dizer comando – permanecia.
A mais preocupante, por óbvio, nas negociações do futebol.
Basta ver que existem nomes indicados por ele, em diversos setores, empregados no Palmeiras.
A manobra, de aparente recuo, acaba por satisfazer os torcedores menos informados, atendendo, também, aos interesses da Mancha Verde, que, dependente de Madame, mas pressionada a questioná-la, poderá agora fingir não saber da movimentação ‘gattopardista’.
Ou seja, ‘mudar para que tudo permaneça como está’.
Ao menos o episódio, didático, serviu para impor algum limite a Leila Pereira, demonstrando que no Palmeiras a vida não será tão fácil como nos bastidores de seus CNPJs, boa parte deles investigados em manifestações propostas pelo Ministério Público.
