Obscuro patrocinador do Corinthians dá calote no futebol feminino e desaparece

Em janeiro de 2021, o Corinthians anunciou, com pompas, patrocínio para a camisa do futebol feminino.
O ‘parceiro’ era a obscura ‘TellVoip Group’ que, apesar do nome sugerindo grandiosidade, trata-se de CNPJ individual de Flavio Tadeu Ferrari, morador de Penha/SC.
Informações de bastidores dão conta de que a ‘empresa’ atuaria, entre outras coisas, no ramo de disparos de whatsapp, como os utilizados pelo bolsonarismo para forte propagação de fake-news.
Ferrari seria também, segundo fonte, propagador de pirâmides financeiras.
Se comprovadas as especulações, uma temeridade.
O contrato entre Corinthians e o ‘empresário’ foi assinado em 18 de janeiro de 2021 pela caneta de Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves.


R$ 600 mil, divididos em 12 parcelas de R$ 50 mil, com direito a exposição em lugar de destaque na camisa, em placa de publicidade no estádio de Itaquera, além de alguns mimos, como camisas autografadas pelas jogadoras, dez ingressos em cada dia de jogo do futebol feminino, quatro entradas para as partidas do masculino (em camarote) e frequência liberada, duas vezes por mês, para frequentar o Parque São Jorge com direitos de associados.

Somente os primeiros pagamentos foram honrados.
Há algumas semanas, o Corinthians entrou na Justiça para receber R$ 484,3 mil que lhe são devidos, mas encontra dificuldades em contatar o devedor.
Apesar do calote, estranhamente, o Timão assegurou a exposição da marca de TellVoip’ durante a íntegra do acordo, gerando, por óbvio, grande lucratividade à empresa.
O site do ‘group’ continua no ar.
Pelo Timão, o responsável pela gestão do contrato era Alex Watanabe, notório obedecer de ordens de Luis Paulo Rosenberg, sócio, há anos, do ex-presidente Andres Sanches.


