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Blog do Paulinho

Relatório explicita realidade administrativa da diretoria do Corinthians

Duilio e Adriano Monteiro Alves

Relatório da revista Infomoney, especializada em mercado financeiro, demonstra bem as limitações da diretoria do Corinthians, incapaz, mesmo tendo em mãos o produto de maior apelo comercial do futebol brasileiro, de fazer frente ao Flamengo, utilizado pela publicação como comparativo.

Destacamos os dados principais.

Nas previsões orçamentárias de ambos, os objetivos esportivos traçados, que acabam por resultar em receitas, delimitam bem as diferenças.

Enquanto o Flamengo expõe como metas mínimas vencer o Estadual e chegar às semifinais de Copa do Brasil e Libertadores, o Corinthians, apesar de gastar uma fortuna em reforços, indica a modesta semifinal do Paulistinha e apenas as oitavas de final nos outros torneios.

As demais previsões são:

  • direitos de transmissão: Flamengo: R$ 360 milhões; Corinthians R$ 254 milhões (parte deles, penhorados em ações judiciais);
  • patrocínios: Flamengo: R$ 292 milhões; Corinthians: R$ 161 milhões;
  • bilheteria: Flamengo: R$ 102 milhões; Corinthians: R$ 70 milhões;
  • sócio torcedor: Flamengo: R$ 49 milhões; Corinthians: zero (o clube está em litígio com a fornecedora anterior);
  • negociação de atletas: Flamengo: R$ 186 milhões; Corinthians: R$ 78 milhões
  • previsão de receita líquida: Flamengo: R$ 981 milhões; Corinthians: R$ 556 milhões

Outro trecho relevante do relatório da Infomoney explicita bem as diferenças administrativas:

“Dada a falta de padrão entre ambos, vamos comparar os grandes números, que são Receitas, Custos e Ebitda, considerando o Ebitda uma referência para a capacidade de fazer Investimentos e pagar Dívidas”

“Quanto maior o valor, mais dinheiro para essas finalidades”

“O Flamengo tem 76% a mais em receitas orçadas, mas um custo apenas 35% maior, o que permite sobrar quase três vezes mais de Ebitda para reduzir dívidas e investir, ou mesmo para garantir uma gestão sem sustos, caso algum custo estoure ou alguma receita frustre”

“Essa margem no Corinthians é bem menor (R$ 369 milhões contra R$ 102 milhões)”

“Observando os números, fica claro que sobra pouco dinheiro para o Corinthians reduzir dívidas e pouca margem de manobra para correções de rotas (apenas R$ 21 milhões), enquanto no Flamengo o cenário é de certo conforto (R$ 347 milhões)”

Afinal, além de gerar mais caixa (Ebitda), ainda tem despesas financeiras comportadas”

Tratam-se, a princípio, de previsões em comparativo com realidade pretérita, e que, levando-se em consideração o que foi prometido em 2021, absolutamente destoante do entregue ao final do período, existem razões de sobra para acreditar em situação financeira ainda mais desconfortável ao Corinthians no início de 2023.

Mesmo diante de dívidas bilionárias, distribuídas entre as pendências do clube e estádio, a diretoria alvinegra promove gastos inadmissíveis num contexto empresarial minimamente responsável.

Grande percentual das receitas listadas na previsão estão comprometidas por execuções judiciais de desatinos anteriores ou, no caso das bilheterias, com o pagamento de empréstimo intermediado pela CAIXA.

O Flamengo, sem grandes mágicas administrativas e com alguns vícios ainda a serem combatidos, ao menos faz o mínimo para tentar manter equilibrada a relação entre receita, despesa e investimento.

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