As “crianças” de Leo Moura

Léo Moura, ex-jogador, através de uma ONG de sua propriedade, foi agraciado, entre 2020 e 2021, com repasse de R$ 41,6 milhões, oriundo da Secretaria Especial do Esporte via orçamento secreto.
Parte dessa mamata foi liberada com intermediação do deputado Luiz Lima (PSL/RJ e do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado.
Reportagem do Estadão demonstrou que nos supostos locais em que seriam aplicadas as verbas, não há sequer indício da utilização desse recursos.
A ONG, apesar da inoperância, é a maior destinatária de repasses para o esporte do Governo Bolsonaro.
Os R$ 41,6 milhões são mais do que a verba anual, em conjunto, do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e das federações de atletismo, basquete, boxe, canoagem, desportos aquáticos e vôlei.
Questionado, Moura respondeu:
“Acredito que as pessoas veem credibilidade nesse projeto e, a partir daí, viraram nossas parceiras. Eu me sinto um cara abençoado por ter sido agraciado com essas verbas e poder ajudar muitas crianças”
São óbvias as ‘crianças’ de Leo Moura.
Nenhuma delas, ao que parece, menores de idade.

Faltou mencionar o nome da Secretária Especial de Esportes, que é quem libera os recursos: Fabíola Molina