Canindé completa 50 anos sem razões para festejos

Em 09 de janeiro de 1972, o Canindé, construído sob forte mobilização da colônia lusitana, foi inaugurado.
Eusébio estava presente, mas, machucado, não atuou na vitória do seu Benfica sobre a Portuguesa por três a um.
O primeiro gol, histórico, foi assinalado por Vitor Batista.
A primeira bola da Lusa nas redes de seu estádio foi de Marinho Perez, aos 10 minutos do segundo tempo.
Esperava-se, à época, que com a casa própria o clube, que já era tratado como grande, se consolidasse nessa posição, mas, anos após, vítima de assaltos sucessivos de seus principais cartolas, a agremiação está à beira de fechar as portas.
Inexiste em relevância esportiva e deve o que não tem para todos os fornecedores possíveis.
Até mesmo a propriedade do Canindé está ameaçada e somente não lhe foi tomada ainda porque os diversos leilões ocorridos fracassaram.
A única alternativa, se ainda houver tempo de salvação, é a adesão do futebol à SAF, sem que cartola algum do clube – comprovadamente, quando não ladrões, incompetentes, tenham poder de decisão.
O comprador da Lusa receberia uma empresa futebolística livre de dívidas e de importunações políticas, com a vantagem de ostentar uma marca simpática, famosa, sem rejeições de mercado.
A esses gestores caberia amparar o Canindé e, mediante o caixa da operação, livrar a Portuguesa (clube) das dívidas que a perseguem.
Parte da solução no aporte inicial de recursos e, posteriormente, com o obrigatório repasse de 20% da lucratividade.
De cara, a Lusa se livraria das ações trabalhistas e, por consequência, da possibilidade de perda do seu estádio, que tem execução atrelada a esses problemas jurídicos.
Seria o renascimento da Portuguesa, livre do atraso protagonizado por seus cartolas e conselheiros, além do arrefecimento do sufoco financeiro, com possibilidade, em bem trabalhada, de novamente tornar o cinquentenário Canindé, quase extinto, num espaço de alegrias e glórias.
