Laudo da PM expõe diversas irregularidades, deteriorações e possíveis ilegalidades do estádio de Itaquera

O Blog do Paulinho teve acesso a laudo da Polícia Militar de São Paulo, realizado em 25 de setembro de 2020, válido até o recente 24 de outubro de 2021, que aprovou, com ressalvas, a utilização do estádio de Itaquera – que já era tratado, na documentação, pelo apelido do ‘naming-rights’.

Logo na página dois, cada qual é colocado em seu devido lugar.

O ‘Arena Fundo FII’, através da BRL Trust, é apontado como proprietário do imóvel; Caio Campos, subordinado a Luis Paulo Rosenberg, na condição de gestor geral; e o Corinthians, por fim, apenas como clube responsável pelo uso.

A página nº 7 do laudo diz que o clube não entregou toda a documentação solicitada, entre as quais o ‘Plano de Segurança do Estádio’:

Existe a indicação, na página 11, de que o responsável pela Segurança é o ex-PM Coronel Gerson Rezende, porém, também a constatação de sua desqualificação, em parte, para o ofício.

O Corinthians, apesar de apresentar o militar na condição de ‘Gerente de Segurança’, não conseguiu comprovar vínculo formal entre o clube e seu, em tese, funcionário ou prestador de serviço (página 18), sugerindo que as tratativas, sejam elas quais forem, podem existir à margem da legislação:

Segundo as páginas 38 a 44, em diversos pontos do estádio as estruturas de concreto e também acabamentos do estádio encontram deterioradas, obviamente por falta de manutenção.

O ‘Palácio de Mármore’, literalmente, caindo aos pedaços:

Devido às graves deficiências estruturais, a PM solicitou, na página 54, a interdição do 6º e do 9º andar da Arena:

Apesar de todas as questões pendentes, provavelmente por pressões políticas, o laudo de liberação, ainda que com ressalvas, foi assinado pelos tenentes José Renato Alves Cabral e Filipi Silva Cassavara, com homologação do Tenente Coronel Ricardo Xavier da Silva.

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