O futuro do Esporte no Governo Lula

A jornalista Camila Mattoso, da FOLHA, revelou que Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians, ofendeu Fernando Haddad no jantar que apresentou, publicamente, a possível chapa Lula e Alckmin.
O assunto, novamente, foi o correto veto do ex-prefeito à recompra dos CIDs da Arena de Itaquera pelo Município.
“Você me fodeu”, teria dito Sanches, com a educação que lhe é peculiar.
É estranho que o PT siga prestigiando esse tipo de gente.
Se, no passado, um dos erros gritantes dos governos petistas foi a aproximação com o que existia de pior na cartolagem, esperava-se que o futuro fosse marcado por correções oriundas do aprendizado.
Alguns nomes do partido que circulam em torno do Esporte, a bem da verdade, não são promissores.
Chega a ser ofensivo convidar Sanches a evento político de relevância quando se sabe – e isso ficou ainda mais nítido no bate-boca mencionado – que o cartola, na condição de deputado petista, trabalhou, explicitamente, pela eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República.
Abaixo é possível ver André Negão, chefe de gabinete do então parlamentar, pedindo votos ao Genocida:
Mas a afronta ao partido não se limitou a isso.
Sanches, no último ano de mandato, sublocou seu escritório político para o ex-deputado Luiz Moura – acusado pelo MP-SP de pertencer a relevante facção criminosa – fazer campanha pelo PDT, com direito a servidores bancados pela verba de gabinete (dinheiro público).

No jantar do grupo ‘Prerrogativas’, enquanto o ex-presidente do Corinthians, com esse comportamento, era tratado como importante, a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, por conta de avaliações políticas discutíveis, sequer foi convidada.
Haddad, que concorrerá ao Governo de São Paulo e quase foi Presidente da República, de fidelidade notória ao PT e também a Lula, consequentemente, também foi desrespeitado.
Dentre os diversos nomes, ligados ao partido, que infelicitam o Esporte, um dos mais poderosos é o do petista Vicente Cândido.
Sócio de Marco Polo Del Nero e, recentemente, diretor da gestão Andres Sanches no Corinthians, o sujeito, em 2007, tentou aproximar o Governo do mafioso russo Boris Berezovski.
Ninguém, entre os sensatos, duvida que Lula recuperará os destroços deixados por Bolsonaro, principalmente no que diz respeito a melhorar a vida dos mais humildes, porém o partido não apresentou, ao menos até o momento, alternativas para fugir desse circulo vicioso, de nomes e comportamentos – incluindo os do ex-presidente – que serviram para manter o desporto nacional distante das grandes potências esportivas.
Gente como Marin, Del Nero, Teixeira, Nuzman e assemelhados tiveram vida fácil durante os governos petistas.
Não somente nesse período, por óbvio.
É quase certo que Lula assumirá a Presidência do Brasil em 2023, ou seja, daqui pouco mais de um ano, em tempo de ‘desovar’, previamente, os abutres do esporte de qualquer possibilidade de participação na gestão.
Do contrário, tudo permanecerá como sempre esteve, plagiando ‘Il Gattopardo’
É chegada a hora da mudança.
A administração do esporte tem que servir ao social – que melhorou timidamente nas gestões petistas, mas também orientar, fornecer recursos e fiscalizar o alto rendimento.
Para isso se faz necessário fechar as portas dos agentes, amplamente conhecidos – principalmente os que circundarão o poder, que sobrevivem, há anos, da falta de coragem governamental em impedi-los de ‘falcatruar’, geradores que são de prejuízos diversos (financeiros, estruturais e de credibilidade).
