Conselheiros seguem invictos em disputa contra o São Paulo

Há décadas o São Paulo não consegue vencer os desejos e interesses de seu lamentável conselho deliberativo, certamente o adversário mais perigoso do clube.
É o maior tabu da história da agremiação.
Em quase todas as partidas, o Tricolor saiu derrotado.
Normalmente, após esses embates, como ‘por encanto’, bolsos antes vazios se preenchem e, coincidentemente, o caixa do clube se esvazia.
Ontem, a goleada foi acachapante.
Foram aprovadas a reeleição do Presidente, a ampliação do mandato de conselheiros para seis anos, com reeleição ilimitada (valendo para os atuais, eleitos apenas para três, que decidirão, por óbvio, pela continuidade do mandatário), a redução da fiscalização para contratos assinados, a punição prévia, antes do início do processo, para opositores e a possibilidade de conselheiros exercerem cargos remunerados na diretoria.
Enquanto os clubes caminham para tornar-se empresas, o São Paulo se enfia de cabeça na ditadura.
A única esperança de quebrar o tabu e, por enquanto, apenas amenizar o problema, está no comportamento dos associados do clube que terão a missão, em breve, de referendar ou rejeitar o golpe iniciado.
