A ‘desarrependida’ Maurren Maggi

Maurren Maggi postou, no Instagram, fotografia em que se colocou ao lado de Eduardo Bolsonaro e Bruno Souza, ex-jogador de handebol, atual Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento.
Não poupou elogios:
“Ao lado de grandes pessoas que estão fazendo a diferença para o meu país”
Trata-se, porém, de um ‘desarrependimento’.
Em abril de 2019, Maggi, ao lado doutros atletas, publicou nota em desagravo à indicação do ‘pastor’ João Manoel, do clã Sarney, ao mesmo cargo agora ocupado por Bruno.
“Estamos vivendo um momento de profunda perplexidade diante das últimas notícias relacionadas ao esporte brasileiro e a forma como estão tratando o nosso maior patrimônio. Definitivamente não é isso que merecemos!! Queremos gente que faça pelo esporte, viva pelo esporte”
Esse comportamento, digamos, flexível, coaduna com o de recentes tentativas – fracassadas – de Maggi em viver, mais intensamente, a atmosfera dos bastidores da política.
A ex-atleta, em 2020, candidatou-se a vereadora de São Paulo, pelo Democratas.
O registro foi negado pela Justiça Eleitoral.
Segundo o juiz Marco Antonio Martin Vargas, Maurren não havia prestado contas em 2018, quando de sua tentativa ao cargo de Senadora.
Após recurso, uma liminar do TSE permitiu que a candidatura se efetivasse.
Com apenas 6.228 votos, o sonho fracassou.
Assim como ocorreu no período que tentou o Senado, Maurren precisou retificar por diversas vezes as contas eleitorais, sob suspeita de utilização indevida de recursos.
Esses ‘atributos’, somados à evidente falta de apreço pela democracia, fazem da insistente postulante ao submundo acompanhante perfeita para essa gente de bem que, de fato, ‘faz a diferença’ no Governo genocida que nos infelicita.

