Medina, Pelé e Senna

Gabriel Medina, tri-campeão mundial de surf, logo após a conquista do feito – inquestionavelmente, relevante – comparou-se a Pelé e Senna.

O abismo é grande.

Pelé e Senna, além de geniais em seus esportes, como Medina também o é, mantinham empatia popular inquestionável, apesar de, assim como todos nós, no âmbito privado, possuírem suas imperfeições.

O surfista pensa nele, apenas nele e, depois dele, em Yasmin Brunet.

Antes dela, fazer parte do grupo de ‘parças’ de Neymar – semelhante em quase todos os sentidos – era o objetivo, que foi conquistado a ponto de ser agenciado pelo atleta do PSG.

Não poderia, realmente, se esperar grande desenvolvimento intelectual.

Nem mínimo.

Medina será Mito do esporte, para sempre, porque não há como contrariar que o Surf somente entrou no radar brasileiro, em alto nível, por conta de seu talentoso trabalho, mas sua arrogância, a falta de cuidado com o semelhante – inclusive os mais próximos – ao recusar-se a vacinar em meio à pandemia de COVID-19, o desrespeito aos adversários em momentos de derrota – explicitado nas Olimpíadas, o apoio a genocidas, entre outras comprovações de personalidade, contribuirão no desprezo popular por sua história.

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