Treinadora afunda Seleção Brasileira no futebol feminino das Olimpíadas

Após dois empates em zero a zero, no tempo normal e prorrogação, a Seleção Brasileira perdeu nas penalidades, por quatro a três, e foi eliminada dos Jogos Olímpicos 2020.
Poucas vezes uma treinadora foi tão culpada pelo fracasso.
Ao não convocar Cristiane e escalar Marta, durante todo o torneio, fora de posição, Pia mutilou a criatividade da equipe, justamente o que ela sempre teve de mais relevante.
Tivemos uma primeira etapa confusa, sem grandes lances, com alternância de domínios, embora a bola permanecesse mais com as brasileiras.
O lance mais perigoso ocorreu aos 40, quando Debinha, fominha, deixou de dar o gol para Duda, que, sem goleira, aguardava o passe.
De maneira inexplicável, a treinadora Pia posicionava Marta em campo com funções quase de lateral esquerda, num desperdício de talento surreal.
35 anos de idade tendo que correr como adolescente.
Surreal!
As brasileiras iniciaram a segunda etapa atacando mais, porém, aos 14 minutos, quem levou perigo foi o Canadá, numa cabeçada na trave de Giller.
A resposta veio aos 25, em bela batida de Debinha que a goleira se desdobrou para defender.
Apesar de uma certa insistência ofensiva, os erros de passe nos lances potencialmente decisivos levaram a Seleção Brasileira a decidir a vida olímpica na prorrogação.
O padrão do jogo foi mantido e vieram as penalidades.
Bárbara, sensacional, defendeu a batida de Sinclair, a craque canadense.
Marta, com extrema categoria, um a zero.
Fleming, no canto esquerdo, um a um.
Debinha rolou no canto e fez dois a um.
Lawrence, dois a dois.
Erika, goleira num canto, bola no outro; três a dois.
Leon, idem, três a três.
Andressa Alves bateu, mas Labbe defendeu.
Gilles, quatro a três Canadá.
Rafaelle perdeu a última cobrança e a Seleção Brasileira, então favorita ao título, está fora das Olimpíadas.
