Corinthians gastou R$ 1 milhão para reformar Academia e construir churrasqueiras

Em 02 de outubro de 2013, indicada pelo ex-diretor de futebol Eduardo ‘Gaguinho’ Ferreira, a Decivil Construções fechou contrato com o Corinthians para a realização de obras dentro do Parque São Jorge.
O presidente, responsável pela assinatura do acordo, foi o delegado Mario Gobbi.
R$ 792.782,03 para a execução dos seguintes serviços:
- ampliação da Academia;
- construção de churrasqueiras cobertas
Os pagamentos foram acordados com a seguinte previsão:
- R$ 158,5 mil (20%) oito dias após a assinatura, em 10 de outubro de 2013 – especula-se que, deste montante, estaria o comissionamento de possíveis beneficiados;
- Seis parcelas de R$ 105,7 mil.
Todos os valores foram quitados.



Porém, no dia 06 de agosto de 2014, Gobbi assinou um aditamento de contrato com a Decivil, pelo qual o clube deveria pagar mais R$ 75.741,14, a título de finalizar o acabamento das obras – apesar do contrato anterior ser claro em especificar a cobertura de todos os serviços.



Esse valor nunca foi pago.
Por conta disso, a Decivil, em 2017, ingressou na Justiça contra o Corinthians e, recentemente, conseguiu êxito em bloquear dinheiro nas contas alvinegras – quase tão difícil quanto ganhar na loteria.
Há quem desconfie de informação privilegiada.
A Justiça autorizou, posteriormente, o repasse do montante aos credores.
Para a Decivil, o atraso acabou por se transformar em investimento dos mais rentáveis.
Os R$ 75,4 mil, acrescidos de multas, juros e demais correções, transformaram-se em R$ 203,5 mil, sem contar os R$ 792,7 mil recebidos pela primeira contratação.
Quase R$ 1 milhão numa reforma de Academia e construção de churrasqueiras.
Em valores corrigidos (de 2013 a 2021), quase R$ 2 milhões.
Obviamente, alguns cartolas gostaram desse negócio, menos o Corinthians que arcará com a despesa e a possível lucratividade de poucos.


Você vai comentar algo sobre o Sheik, que detonou o Mauro Van Basten ontem no Mesa Redonda?