Feldman e Caboclo esperneiam no submundo de Del Nero

Entrevista de Walter Feldman, ao UOL, e Nota Oficial de Rogério Caboclo, enviada à imprensa, revelaram o desespero dos cartolas, abandonados pelo ‘sistema’.
Mas não apenas isso.
Entre delírios e mentiras, Feldman, ao ser questionado sobre a omissão dos cartolas diante dos assédios cometidos por Caboclo, respondeu:
“(A diretoria foi) determinante. Se não é a diretoria para conter o Rogério — naquilo que era possível do ponto de vista jurídico, financeiro e legal — e mostrar a insatisfação com o comportamento dele, falando para ele que estava sem condições, até o episódio final em Porto Alegre… Essa diretoria é próxima da heroica. Ela foi decisiva para que o Rogério saísse. Teve um documento complementar do Feijó na comissão de ética. A denúncia foi a estrutura material. A diretoria fez tudo o que podia, com os instrumentos que tinha, para que o Rogério saísse. Em relação à diretoria, eu diria que qualquer tentativa de dizer que a diretoria foi conivente… Não. Foi exatamente o contrário. Ela foi genial. Poucas empresas do mundo fariam a retirada de um presidente em 48h como foi”
Sobre a participação de Marco Polo Del Nero na CBF, disse:
“Não tenho informação nenhuma”
Enquanto Feldman considerava como ‘heroica’ e ‘genial’ uma diretoria que se calou diante do sofrimento de funcionárias abusadas pelo patrão, e negava proximidade com um cartola expulso do futebol pela FIFA, apesar de frequentar a casa dele, Caboclo se suicidava politicamente ao confirmar a participação do ex-presidente nas decisões da CBF:
“O presidente da CBF, Rogério Caboclo, vem recebendo o apoio cada vez maior de presidentes de federações e clubes para o seu retorno ao cargo, na medida em que fica claro o plano arquitetado por Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF, banido do futebol e investigado pela Justiça, que quer tirá-lo da Presidência para voltar a comandá-la através do seu maior aliado entre os vice-presidentes, até o final do atual mandato”
Del Nero respondeu:
“Só com mente perversa alguém pretende querer denegrir quem sempre lhe fez bem. Creio que ele deve procurar a quem lhe denunciou sobre o assédio e entender o caráter ilícito do fato, para tirar conclusões racionais”
Essa gente, desse nível, era responsável, até há pouco, pela administração do futebol brasileiro.
Del Nero, ainda é.
