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Super Liga da Europa é caminho sem volta e deverá estimular criação da Liga das Américas

Grandes clubes da Europa anunciam a criação da Superliga Europeia - Guia do  Boleiro

Caminho trilhado com sucesso pelos clubes de basquete que aderiram à NBA, que é uma espécie de campeonato mundial, anual, disputado em solo americano, avaliação confirmada pelo predomínio dos EUA em Jogos Olímpicos, tardou, mas chegou o dia das principais equipes da Europa assumirem as rédeas de seus torneios, escanteando os ‘intermediários’.

Sim, porque esse é o papel de UEFA e demais Federações Nacionais.

Impedir que agremiações do tamanho de Arsenal (ING), Atlético de Madrid (ESP), Chelsea (ING), Barcelona (ESP), Inter de Milão (ITA), Juventus (ITA), Liverpool (ING), Manchester City (ING), Manchester United (ING), Milan (ITA), Real Madrid (ESP) e Tottenham (ING), todos fundadores da anunciada Super Liga da Europa, queiram lucrar quase dez vezes mais do que embolsam no atual sistema de distribuição de recursos (previsão apenas para o primeiro ano) é tarefa fadada ao fracasso.

O medo da UEFA, com apoio da FIFA, é da comprovação de que, unidos, são os clubes que comandam o futebol, não o contrário.

No Brasil, somente o amadorismo dos cartolas, a submissão financeira e a corrupção na relação de muitos deles com as Confederações e Federações explicam a falta de iniciativa em comandar os próprios campeonatos.

Sem partilhar com CBF e demais ‘cartórios’ do esporte, o lucro dos clubes seria muito maior, conforme comprovado quando da época da criação da ‘Copa União’, em 1987, que, disputada somente com clássicos, arrebatou multidões aos estádios e também alavancou a audiência da Rede Globo.

Há muito, seria bem mais interessante para os gigantes brasileiros disputarem, durante o ano inteiro, uma Liga Americana com os principais clubes do continente, incluindo também México e EUA.

Tratar-se-ia de outra ‘NBA’, assim como querem realizar os europeus.

Nesse contexto, é possível mesclar os negócios com a esportividade, impedindo que os clubes grandes sejam rebaixados (por questões comerciais), criando vagas aos que não fazem parte dos ‘fundadores’, que poderiam ser preenchidas pela criação doutras ligas, classificatórias para a principal – ou as principais.

O importante, reiteramos, é que as agremiações sejam responsáveis pelos torneios.

A UEFA, tratada até então como ‘modelo’, não é de hoje, perdeu a mão na Champions League ao, assim como fez a CONMEBOL nas Américas, ampliando o número de participantes, preenchendo as primeiras fases com equipes nitidamente abaixo da qualidade esperada para o campeonato.

É chagada a hora de mudar o sistema.

Existe no Brasil um exemplo claro em operação.

A Liga de Futebol Nacional do Brasil, presidida pela Dra. Gislaine Nunes, abriga, há tempos, equipes tradicionais que sentiram-se abandonadas ou desrespeitadas pelas Federações de seus estados.

Apesar de estar aberta a receber as demais agremiações, não consegue trazê-las porque os clubes, mesmo diante de modelo melhor de gestão e arrecadação, preferem seguir parceiros dos predadores, alguns intimidados, outros por razões inconfessáveis.

Existe enorme campo para mudanças.

Nada impede, por exemplo, o cruzamento de diversas Ligas, em acordos, comerciais e esportivos, que sejam bons para todas as partes.

O mundo do futebol mudou e não adianta querer tratá-lo com o amadorismo do começo do Século.

Mais de 90% dos torcedores brasileiros torcem para as equipes mais tradicionais, o que joga por terra o discurso de privilegiar uma minoria.

A sobrevivência do futebol mundial caminha para uma trilha que os responsáveis pelos esportes nos EUA descobriram e souberam desbravar, competentemente, há muito tempo.

Travar essa evolução atende aos interesses apenas das Confederações.

Sobre as ameaças, da UEFA e da FIFA, de punições aos envolvidos, são como apontar o revólver com bala de festim.

Marque-se um jogo da Seleção Espanhola contra a Italiana e, no mesmo dia, um Barcelona e Milan para ver qual a atração será mais assistida pelos torcedores destas equipes.

Se quiserem sobreviver, as Federações terão que cuidar apenas destes selecionados, mantendo bom relacionamento com os clubes, que são seus fornecedores mais qualificados.

Do contrário, entre Seleções e clubes, sobrevivem os clubes.

É possível discutir, sob diversas argumentações, as questões esportivas envolvidas nessa mudança, mas trata-se de garantir a sobrevivência do interesse das futuras gerações no esporte, cada vez mais desviado para alternativas diversas proporcionadas pelas novas tecnologias.

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