Racha entre conselheiros vitalícios e trienais (eleitos) desequilibra eleições do Conselho Deliberativo no Corinthians

É quase certa, se o panorama não mudar até a próxima terça-feira (19), a vitória de Alexandre Husni, réu confesso em compra de sentença de juízes (acusação que já havia sido flagrada, noutro episódio, por escutas da PF), nas eleições à presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians.
Seu vice será André Negão, que, ironicamente, diante de seu currículo bem conhecido, presidirá a Comissão de Ética e Disciplina do clube.
A disputa até poderia ser acirrada, não fossem os problemas ocorridos entre conselheiros durante a escolha do candidato para, em tese, contrapor-se ao atual sistema diretivo alvinegro.
Os que possuem cargo vitalício, com pontuais exceções, trabalhavam pelo nome de Romeu Tuma Junior à presidência e o do desembargador Miguel Marques e Silva na condição de vice.
Entre os trienais (eleitos), houve a concordância com a escolha do ex-delegado, mas a exigência de que o outro nome fosse de alguém ligado ao grupo de Raul Corrêa da Silva ou Mario Gobbi.
O impasse se deu porque os vitalícios aceitaram as condições, desde que houvesse consenso na escolha do candidato (a vice) postulado.
Como não aconteceu, permaneceu a indicação de Miguel Marques, que foi repudiada, então, pela ‘Chapa 82’, com ameaça, inclusive, de não comparecimento às eleições.
Surgiu, daí, após desistência dos vitalícios em participarem da chapa, a configuração atual, com o juiz de direito Fábio Soares (do grupo de Raul) na presidência e Armando Mendonça, que é parente de Gobbi, como vice.
Por conta desses acontecimentos, é quase certo que conselheiros trienais comparecerão para votar contra Husni, mas, em protesto, grande quantidade de vitalícios – especula-se em torno de 50%, sequer deverão estar no Parque São Jorge no dia das eleições.
