A Copa de Rueda

O novo presidente do Santos, Andrés Rueda, talvez até bem intencionado, planeja organizar, anualmente, a Copa Pelé, em homenagem óbvia ao Rei do futebol.
Não se trata, porém, do torneio homônimo dos anos 90, em que as seleções de masters se enfrentavam no verão brasileiro.
A Copa seria disputada em apenas uma partida, com o Peixe enfrentando o campeão da Champions League.
É aí que a boa intenção se esbarra com a realidade.
Primeiro: é muito improvável que os grandes da Europa estimulem-se – a não ser que seja a troco de muito dinheiro (que o Santos não tem) – a encarar essa, convenhamos, desnecessária e irrelevante aventura.
Depois, ainda que alguém se aventure a cruzar o Atlântico para enfrentar o Santos, muito provavelmente o faria com uma equipe alternativa.
Por fim, se o Blog do Paulinho estiver errado e equipes como Barcelona, Real Madrid, PSG ou Bayern vierem para cá com suas equipes titulares e com vontade de vencer, o Peixe tende, diante da evidente diferença técnica entre equipes sul-americanas e europeias, a levar surras históricas.
Parece que os 4 a 0, na final do Mundial, e os 8 a 0, em amistoso, ambos sofridos por um Santos mais qualificado contra um magnífico Barcelona, humilhantes a ponto do clube abrir mão do direito de realizar nova partida – em que teria direito a receber a renda do jogo (parte do acordo da venda de Neymar) sumiram da memória de Andres Rueda.
Talvez porque, como o próprio presidente do Santos disse antes de ser eleito, não entenda nada de futebol.
Certamente deve haver caminhos melhores para internacionalizar a marca do Peixe – desculpa utilizada pelo cartola para a realização da ‘Copa Pelé’.
Quem sabe eliminar os esquemas das categorias de base, que resultariam num alicerce para o time profissional que, em se tornando relevante, estaria preparado para, conquistas a conquistas, enfrentar os europeus em condições mais favoráveis.
